Na primeira entrevista concedida após a confirmação do seu nome como pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, o vereador de Natal Tércio Tinôco foi confrontado logo de início com uma pergunta que vinha dominando o debate na imprensa.
O questionamento era sobre como havia sido negociado o fundo eleitoral do União Brasil para financiar sua campanha. A resposta de Tércio surpreendeu: “Não tratei com o partido sobre fundo eleitoral.”
A surpresa está no fato de que o “sim” de Tércio à candidatura seguiu o caminho inverso do adotado pelo ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, que colocou a discussão sobre o fundo eleitoral no centro das conversas e desistiu da disputa ao saber que não haveria recursos disponíveis.
É claro que a resposta de Tércio não esclarece a principal dúvida levantada pela imprensa: por que não haveria recursos do fundo para Carlos Eduardo e haveria para Tércio? Ao que tudo indica, também não deverá haver, pelo menos não na proporção que muitos imaginam. A diferença é que Tércio não condicionou a aceitação da candidatura à garantia desses recursos.
Chamo a atenção para esse ponto porque, inevitavelmente, durante a campanha todos estarão de olho nas doações destinadas a Tércio para medir quanto o União Brasil efetivamente irá destinar à sua candidatura. Mas o aspecto mais interessante dessa história é justamente a postura de Tércio, que aceitou disputar a eleição antes mesmo de perguntar quanto dinheiro teria disponível.




