rompeu com Fátima Bezerra. Rogério Marinho desistiu. A Polícia Federal esteve na casa de Allyson Bezerra. Soma-se a isso a discussão sobre o mandato-tampão. E agora, o que vem pela frente?
Foram, convenhamos, duas semanas de intensas reviravoltas. A panela ferveu na política potiguar.
E arrisco dizer: os três palanques perderam. Uns mais, outros menos, mas todos saíram machucados. Explico.
O Governo perdeu porque a rasteira aplicada por Waltinho na estratégia petista foi daquelas de deixar qualquer um tonto. Não apenas rompeu, como também migrou para a oposição. O PT, até agora, tenta reencontrar um rumo.
O plano original estava desenhado: Waltinho assumiria o Governo, Fátima disputaria o Senado e Cadu Xavier seria o candidato ao Executivo estadual. O resultado, até aqui, é um cenário completamente distinto: Waltinho não assume, Fátima não sabe se renuncia e o PT é obrigado a redesenhar toda a estratégia. O prejuízo político é evidente.
Perdeu também Allyson Bezerra. Dizer que amanhecer com a Polícia Federal à porta não gera impacto algum é pura balela. Houve, sim, um forte desgaste político, com reflexos negativos imediatos e potenciais desdobramentos ainda imprevisíveis. O futuro é incerto, mas o dano ao projeto de Allyson é inegável.
A direita potiguar igualmente saiu perdendo. O plano A previa Rogério ao Governo, com Styvenson e Álvaro disputando o Senado. Com a desistência de Rogério, restou o plano B — claramente mais frágil e de prateleira inferior. Basta observar as pesquisas: os números de Rogério e os de Álvaro revelam essa diferença.
Cada palanque sofreu seu revés e agora refaz contas. Todos correm atrás do prejuízo, tentando reduzir danos. Uns mais, outros menos. Mas ninguém passou ileso pelo tsunami que atravessou a política potiguar.





