União Brasil e PP têm dois favoritos para estadual e disputa acirrada por mais três vagas

Vamos dar uma olhada na nominata estadual da Federação União Progressista (PP e União Brasil). São 19 candidatos. O grupo faz as contas de que elegerá cinco deputados estaduais e sonha com a sexta vaga.

Nesta nominata, há dois nomes em destaque: Cínthia de Allyson e Kléber Rodrigues, ambos com possibilidade de alcançar 60 mil votos cada um. São os favoritos da lista.

Logo depois aparecem Nélter Queiroz, Neílton Diógenes, Galeno Torquato, Júlio César e Robson Carvalho, todos em condições de igualdade. No restante da nominata, não aparece mais nenhum nome com força para chegar à prateleira principal.

Faço um cálculo de que essa lista do União Brasil e PP deve ficar em torno dos 380 mil votos, suficientes para alcançar 4,6 quocientes eleitorais. Lembro que projetei o quociente eleitoral para deputado estadual em 81.672 votos.

Neste cálculo, seriam quatro eleitos pelo quociente partidário e um pela sobra. Não vejo votos suficientes para pensar em uma sexta vaga.

Como já disse antes, Kléber e Cínthia são favoritos. Vejo a campanha de Neílton em um forte crescimento nesta reta final, principalmente por ter uma base eleitoral sólida em Apodi. Júlio César também possui uma base forte em Ceará-Mirim e, por isso, se destaca.

O desempenho do vereador Robson Carvalho depende muito da votação que ele conseguir em Natal. Nas pesquisas, ele não aparece tão bem. Galeno também precisaria dar um plus na campanha para aparecer melhor nos levantamentos.

Quando cito pesquisas, não quero dizer que esse fator seja decisivo para definir quem é forte ou fraco. Todos sabem das fragilidades das pesquisas proporcionais, mas elas são sempre um indicativo a ser observado. Quando um candidato aparece bem em praticamente todos os levantamentos, há uma sinalização que merece atenção. Da mesma forma, quando não aparece em nenhum deles, isso também precisa ser considerado.

De qualquer forma, é difícil apontar quem seriam os cinco eleitos. Meu raciocínio é que Kléber e Cínthia são os mais fortes e que Neílton e Júlio César parecem ter, neste momento, uma pequena vantagem sobre os demais.

Esclareço, ao final, que esta avaliação é uma opinião pessoal, baseada nas informações que recebo e nos números apresentados pelas pesquisas. Não conheço em profundidade a campanha individual que cada candidato está fazendo e, por isso, faço essa ressalva.

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