Quando se analisa a situação da senadora Zenaide Maia na disputa pelas duas vagas do Senado, a primeira avaliação que deve ser feita é uma comparação entre a realidade de hoje e a de março deste ano. Nesse intervalo de quase cinco meses, Zenaide deu saltos significativos.
Em março, no momento da desistência de Fátima Bezerra de disputar o Senado, Zenaide aparecia na terceira posição nas pesquisas, com projeções pessimistas sobre suas chances de reeleição.
Agora, ao término da primeira semana de campanha, ela aparece em várias pesquisas já em situação de empate técnico com Styvenson na disputa pela primeira posição. Um crescimento consolidado, gradativo e constante.
Tenho dito sempre que Zenaide reúne três fundamentos eleitorais importantíssimos numa eleição: tem carisma pessoal, apoios eleitorais relevantes e estrutura política.
É bem verdade que há algumas pesquisas em que Zenaide enxerga, pelo retrovisor, a aproximação do candidato Rafael Motta. Mesmo assim, se compararmos com o cenário anterior, quando era ela quem aparecia no retrovisor de Fátima, houve uma grande mudança nas posições.
Atualmente, Zenaide vem adotando uma estratégia eleitoral bem clara: colar em Allyson. Ela tem, literalmente, cumprido sua agenda ao lado dele, estando sempre onde ele está. Essa “cola” é um cálculo eleitoral.
Se olharmos para cinco meses atrás e depois voltarmos os olhos para o cenário de hoje, a constatação é clara: Zenaide progrediu bastante. Não tem vaga garantida, a disputa ainda está no começo, mas, até agora, Zenaide jogou o jogo muito bem.




