A postura de Allyson Bezerra diante das crises internas do União Brasil volta a ser alvo de críticas. O pré-candidato tem evitado intervir em conflitos envolvendo aliados, como nos episódios de Kelps Lima e, mais recentemente, de Carlos Eduardo Alves. A avaliação é de que o silêncio tem deixado parceiros políticos expostos a desgastes públicos. Para o autor, a omissão tem se tornado uma marca da pré-campanha de Allyson.
O PDT oficializou Jean Paul Prates como primeiro suplente de Rafael Motta na disputa pelo Senado, em um anúncio feito pela presidente estadual do partido, Márcia Maia. A decisão chamou atenção porque a definição das suplências vinha sendo tratada como uma construção conjunta entre os partidos aliados. O anúncio ocorreu dois dias após uma reunião reservada entre Rafael Motta e a governadora Fátima Bezerra, alimentando especulações sobre os bastidores da aliança. Sem detalhes sobre a conversa, permanecem dúvidas sobre como foi construída a decisão e quais serão os próximos movimentos do grupo governista.
Enquanto critica a situação da Previdência estadual, Allyson Bezerra é alvo de questionamentos por duas contradições apontadas em seu discurso. A primeira envolve o parcelamento, em 300 meses, da dívida previdenciária da Prefeitura de Mossoró com a PREVI Mossoró, aprovado após sua gestão. A segunda diz respeito à presença, em seu grupo político, do ex-governador Robinson Faria, citado como um dos responsáveis pelo agravamento da crise previdenciária do Estado. O texto sustenta que Allyson adota um discurso seletivo ao tratar do tema e questiona a coerência entre sua fala e sua atuação política.
A principal dificuldade de Cadu Xavier na reta final da pré-campanha é a percepção de que sua candidatura não transmite expectativa de vitória. O isolamento político passou a ser reforçado após a confirmação da saída de Ezequiel Ferreira e dos rompimentos com outros aliados. Embora existam fatores favoráveis, como o voto de Lula e o crescimento de Cadu nas pesquisas, o ambiente segue negativo. O PT precisa produzir fatos políticos que demonstrem força antes da convenção.
Marcos Medeiros completou 100 dias como prefeito de Mossoró, mas sua gestão ainda é considerada difícil de avaliar devido ao período eleitoral e ao perfil discreto adotado. Em comparação com Allyson Bezerra, Marcos demonstra maior foco na administração do que na exposição pública. Sua postura direta e espontânea tem chamado atenção nas entrevistas. Ao mesmo tempo, ainda não há elementos suficientes para medir os resultados da gestão. Um dos desafios futuros será enfrentar a narrativa de que atua sob influência do ex-prefeito.
A governadora Fátima Bezerra decidirá nos próximos dias se mantém ou exonera os indicados do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, após seu alinhamento à oposição. A definição será interpretada como um recado sobre o grau de exigência de fidelidade política dentro do governo. Ezequiel concentra cargos estratégicos na estrutura estadual e não entregou seus espaços ao anunciar o rompimento. Nos bastidores, há quem defenda a preservação dos cargos para evitar conflitos com a Assembleia até o fim do mandato. Outros avaliam que manter esses indicados enfraqueceria o discurso de unidade da base governista.

SOBRE NETO QUEIROZ

SOBRE O BLOG