A federação União Brasil/PP enfrenta dificuldades para consolidar sua chapa de deputado federal no Rio Grande do Norte e pode eleger apenas dois nomes em 2026. Atualmente, a nominata reúne três deputados de mandato e o ex-deputado estadual Kelps Lima como principal nome competitivo. Analistas avaliam que as chapas do PL e da federação Brasil da Esperança devem alcançar desempenho superior. A falta de articulação política interna é apontada como um dos principais problemas da federação. Nesse cenário, pelo menos um deputado federal de mandato corre sério risco de ficar sem vaga.
O presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira, afirmou que o PSDB ainda não definiu alianças para as eleições de outubro. Ele também negou que exista decisão sobre uma possível indicação de Milena Galvão para compor a chapa de Cadu Xavier. Durante entrevista em Currais Novos, Ezequiel destacou a popularidade da gestão municipal liderada por Lucas Galvão e Milena. Segundo ele, a administração tem mais de 89% de aprovação popular. O parlamentar ressaltou ainda a importância de ouvir a população nas decisões políticas.
O ex-senador Jean Paul Prates avalia que Rafael Motta é atualmente o nome mais competitivo da esquerda para o Senado no RN. Segundo ele, pesquisas apontam crescimento rápido do pré-candidato do PDT. Rafael já teria ultrapassado Samanda Alves nas intenções de voto. O avanço do pedetista gerou desconforto dentro do PT e da própria aliança governista. Há setores defendendo que Rafael deixe a disputa ao Senado e assuma uma candidatura a vice. A indicação de Jean Paul como primeiro suplente também virou alvo de questionamentos internos.
A Câmara Municipal de Mossoró enviará dois vereadores a Portugal para uma missão institucional de nove dias. A viagem deve custar cerca de R$ 40 mil, incluindo diárias e passagens aéreas. Antes disso, três vereadores já haviam viajado a Brasília com despesas pagas pela Câmara. Os gastos com diárias cresceram 82% nos primeiros meses de 2026 e já haviam aumentado mais de 500% em 2025.
As articulações políticas no Rio Grande do Norte indicam que o PSDB pode estar se aproximando de uma aliança com o PT nas eleições de outubro. Bastidores apontam que a repercussão de encontros e movimentações recentes gerou especulações sobre o afastamento do PSDB do PL. Entre os fatores analisados estão entrevistas de lideranças tucanas e interesses estratégicos na disputa pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em 2027. Também pesa a avaliação de que a base governista oferece mais espaços políticos e vantagens na composição de chapas. Nesse cenário, cresce a leitura de que uma aliança entre PSDB e governo é cada vez mais provável.
A base governista do Rio Grande do Norte vive um momento de tensão provocado pelas negociações da chapa majoritária. O acordo que prevê Rafael Motta como candidato ao Senado e Jean Paul Prates como suplente gerou insatisfação entre aliados, que acusam o PDT de concentrar espaços demais. Outro ponto de divergência é a estratégia de lançar dois candidatos ao Senado, diante do receio de divisão de votos enquanto Zenaide Maia disputa sozinha no campo adversário. Nos bastidores, cresce a avaliação de que o PT teme o fortalecimento político de Rafael Motta na disputa. Embora ainda não exista ruptura, dirigentes já enxergam sinais claros de divisão interna na aliança governista.

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