Desistência de Flávio de Berói abala nominata do PSDB e ameaça plano da quarta vaga

A notícia de maior repercussão na política do RN foi o anúncio da desistência de Flávio de Berói (PSDB) da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. O ex-prefeito de Nova Cruz era tido no tucanato como um nome forte na disputa e visto na nominata como peça importante para o partido alcançar suas metas eleitorais.

Uma primeira análise sobre a saída de Flávio é que ela desfalca a nominata e deixa mais distante o plano de eleger quatro deputados. O PSDB tinha como principais puxadores de votos Ezequiel Ferreira, Cristiane Dantas, Gustavo Soares, Érico Jácome, Taveira Júnior e Flávio de Berói.

Para não comprometer a quarta vaga, o PSDB está buscando um substituto para a chapa. O que se fala internamente é no nome do empresário Eugênio Ribeiro, que atua na área da mineração.

Tão importante quanto refazer os cálculos com a projeção dos votos tucanos é entender as razões que levaram Flávio a desistir.

Do ponto de vista dos que ficaram, Flávio não estava conseguindo viabilizar sua candidatura e teria percebido que não teria chances de figurar entre os eleitos do partido.

Mas há uma outra explicação. Flávio teria se sentido excluído. Ele identificou um grupo muito próximo a Ezequiel que estaria controlando as decisões partidárias e que já teria dividido entre seus integrantes a maior fatia do fundo eleitoral. Flávio não aceitou ser tratado como esteira.

Não se sabe exatamente qual versão é a verdadeira. Provavelmente, há elementos das duas. Mas o fato concreto é que o PSDB perdeu um candidato com uma boa fatia de votos. Pode ser que esses votos façam falta na conta final.

EM TEMPO: Após desistir, Flávio estaria conversando com o candidato do MDB, Bibiano Azevedo, para apoiá-lo na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. A decisão, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente.

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