Os recentes acordos políticos no Estado colocam o vereador Cabo Deyvison em uma situação delicada dentro do MDB. A sigla fechou alinhamento com o projeto estadual liderado por Allyson Bezerra, isolando o parlamentar, hoje seu principal opositor em Mossoró. O presidente do MDB no RN, Walter Alves, deixou claro que não haverá espaço para dissidência interna. Com isso, Deyvison perde o apoio do partido para disputar a Assembleia em 2026 e pode ser forçado a abrir mão do mandato se mudar de sigla. A estratégia, porém, pode gerar efeito contrário e transformar o vereador em vítima política com projeção para 2028.
Teve início nesta terça-feira a duplicação da BR-304, com assinatura da ordem de serviço em Assu. O primeiro trecho liga Mossoró a Assu e receberá investimento de R$ 376 milhões. Também foi publicado o edital para a duplicação do trecho entre Macaíba e Riachuelo. A obra integra o PAC 3 e é considerada estratégica para logística e mobilidade no RN. O ato tem forte impacto político e reforça o protagonismo da governadora Fátima Bezerra.
Rogério Marinho oficializou sua saída da disputa pelo Governo do Estado e anunciou Álvaro Dias como candidato do PL. A decisão foi atribuída a um pedido de Jair Bolsonaro para coordenar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Álvaro assume como alternativa após a recusa de Styvenson Valentim, mas enfrenta fragilidades eleitorais e um processo na Justiça Eleitoral. A chapa ainda segue indefinida, com vagas abertas para vice e segundo nome ao Senado.
Com o rompimento de Walter Alves com o PT e a desistência de Rogério Marinho, o cenário político do RN foi redesenhado. Allyson Bezerra surge como o principal beneficiado, tanto pelos números das pesquisas quanto pelo enfraquecimento dos adversários. O governo perde força e o centro se fortalece com novas alianças. Ainda assim, o quadro reflete apenas o momento atual, com muitas mudanças possíveis até outubro.
Em live realizada nesta terça-feira, o senador Styvenson Valentim afirmou que iria se reunir com Álvaro Dias e Rogério Marinho para discutir os rumos políticos. Ele disse que não prioriza cargos, mas o bem do Rio Grande do Norte. O senador destacou a importância da articulação em Brasília antes de qualquer decisão. Styvenson evitou antecipar posições e reforçou que suas escolhas terão como foco o interesse do Estado.
Rogério Marinho intensificou articulações para convencer Styvenson Valentim a disputar o Governo do Estado. Paralelamente, tenta reorganizar o tabuleiro do Senado, envolvendo Álvaro Dias e Ezequiel Ferreira em uma possível aliança com o PL. Rogério já comunicou que não será candidato ao Executivo e pretende anunciar a chapa completa até quinta-feira. As resistências e indefinições, no entanto, ainda exigem costura política fina.

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