A disputa mais imprevisível da eleição: qual deputado da União Progressista ficará sem mandato?

Uma das grandes dúvidas em relação às eleições de outubro no Rio Grande do Norte é a possibilidade de a federação União Progressista eleger apenas dois deputados federais e, nesse cenário, qual dos atuais parlamentares do grupo ficaria sem mandato.

A dúvida é pertinente. A maioria dos analistas políticos projeta que, entre as três nominatas com maior potencial para conquistar as oito vagas da bancada federal potiguar, o Partido Liberal deve eleger três deputados, a Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB) também deve conquistar três cadeiras, restando apenas duas vagas para a federação formada por PP e União Brasil.

Atualmente, a federação conta com três deputados federais, além do pré-candidato Kelps Lima, considerado um nome competitivo dentro da nominata. Caso a projeção de apenas duas vagas se confirme, significa que, na melhor das hipóteses, um dos atuais deputados ficará sem mandato. Dependendo do desempenho de Kelps, esse número pode chegar a dois.

Estão diretamente nessa disputa João Maia, Robinson Faria, Benes Leocádio e Kelps Lima.

João Maia perdeu importantes colégios eleitorais, principalmente no Vale do Açu, na região Litorânea e no Médio Oeste. Em Mossoró, mesmo contando com o apoio de quatro vereadores, não deve alcançar uma votação expressiva. Internamente, João admite que precisa superar a marca dos 150 mil votos, mas terá enormes dificuldades para atingir esse patamar.

Robinson Faria vive duas realidades distintas nesta campanha. A primeira é o desgaste provocado pelos ataques de Kelps Lima, que o rotulou como o pior governador da história do Rio Grande do Norte. A segunda é sua ampla rede de apoios municipais. Com o peso político de ex-governador, Robinson reuniu a maior base de prefeitos entre todos os integrantes da nominata.

Benes Leocádio mantém o estilo discreto que sempre marcou sua atuação. Sem fazer alarde, aposta em uma base de apoios distribuída por cerca de 150 municípios. Entre os três deputados com mandato, é provavelmente quem possui a estrutura política mais capilarizada.

É difícil prever quem ficará de fora. Há ainda o fator Kelps Lima, que pode surpreender correndo por fora. Sua missão, no entanto, é difícil. Embora tenha forte presença no debate político e grande capacidade de mobilização nas redes sociais, ainda está distante da força eleitoral demonstrada pelos três deputados que buscam a reeleição.

Nem mesmo as pesquisas conseguem dissipar essa dúvida. Em diferentes levantamentos, João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio se alternam na liderança da disputa dentro da federação, enquanto Kelps Lima tenta reduzir a diferença e entrar na briga pelas duas vagas.

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