A federação Brasil da Esperança está finalizando sua nominata para deputado federal no RN. PT, PV e PCdoB já definiram seus nomes e projetam ultrapassar 350 mil votos apenas com candidaturas, além do voto de legenda. A estimativa é eleger três deputados e disputar a quarta vaga nas sobras. A eventual candidatura ou não de Fátima ao Senado pode alterar a composição da chapa.
A janela partidária, aberta de 4 de março a 4 de abril, permite que deputados federais e estaduais mudem de partido sem penalidade. No RN, a movimentação deve atingir tanto a Câmara Federal quanto a Assembleia Legislativa. Vereadores, no entanto, não estão amparados pela regra e correm risco de perder o mandato. O período marca as definições finais das nominatas para as eleições.
Nos bastidores da eleição indireta no RN, oposição e adversários convergem em um objetivo: tirar Fátima Bezerra do páreo. Apesar da possibilidade de um acordão entre partidos, os interesses individuais dos deputados dificultam a articulação. A maioria prioriza a própria reeleição, não a estratégia partidária. O pessimismo quanto às chances do PT em outubro enfraquece o poder de negociação do governismo.
A definição do segundo nome ao Senado segue indefinida nos principais palanques do RN. No campo da direita, há debate entre identidade ideológica ou não com a escolha do Coronel Hélio. No grupo de Allyson se discute se Zenaide precisa de um segundo nome. No governismo, também há divergências estratégicas. A escolha do segundo nome pode ser decisiva para consolidar ou fragilizar as chapas.
A movimentação em torno da eleição indireta no RN mostra um cenário desigual. Enquanto a oposição trata o tema com indiferença, o PT fez do tema absoluta prioridade e articula votos e consolida apoios. O prazo após eventual renúncia seria curto: apenas cinco dias para registrar chapas. Hoje, o partido governista larga na frente na disputa pelo mandato-tampão e Francisco do PT é o nome mais citado nos bastidores.
As projeções para deputado federal indicam um cenário de forte concentração de votos em 2026. Em 2022, 20 nominatas disputaram a eleição, e várias delas somaram votações expressivas sem eleger representantes, acumulando cerca de 720 mil votos. Com a provável redução drástica no número de chapas competitivas, esses votos tendem a migrar para poucas nominatas. A diminuição das opções ao eleitor deve elevar substancialmente as votações individuais. Por isso, quem fez 100 mil votos em 2022 precisará mirar entre 130 mil e 150 mil no próximo pleito.

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