As alianças de PT e PL estruturam suas chapas ao Senado com dois nomes para evitar que o segundo voto vá para Zenaide Maia. A estratégia é “trancar” o eleitor dentro da própria chapa. Zenaide, ao contrário, aposta em garantir o primeiro voto e liberar o segundo. Com as definições avançando, as chapas começam a tomar forma no RN.
A polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro volta a dominar o cenário nacional e eleva a temperatura política. No Rio Grande do Norte, pré-candidatos já indicam que o embate pode seguir a mesma lógica. Allyson Bezerra tenta construir um discurso de centro, focado em gestão e desenvolvimento. Resta saber se haverá espaço para esse posicionamento em um ambiente cada vez mais dividido.
A mídia natalense tem tentado diariamente apontar um “ungido” para o mandato-tampão. O nome da vez é o do secretário de Agricultura, Guilherme Saldanha, que já substituiu outros cotados. É improvável que, a essa altura, Fátima ainda não tenha discutido a escolha com seu núcleo mais próximo. Para alcançar os 13 votos necessários, será preciso um nome capaz de dialogar inclusive com a oposição. Um perfil excessivamente identificado com o embate eleitoral dificultaria justificativas nos palanques adversários. Ao mesmo tempo, o PT não quer abrir mão de sua identidade e do compromisso com o projeto de governo.
Uma análise sobre a mudança de cenário político do MDB no Rio Grande do Norte e as incertezas sobre os planos de Walter Alves. Existe uma diferença entre as expectativas ambiciosas do partido no ano passado e a realidade atual mais modesta. A decisão de não assumir o governo foi uma estratégia de Waltinho para evitar risco de ficar sem mandato. Mas, apesar do apoio nacional, o MDB potiguar reduziu significativamente suas projeções políticas que eram de ser gigante e agora parece nanico.
A CCJ aguarda o envio do projeto que regulamenta a eleição indireta para o mandato-tampão no Estado. Com a renúncia da governadora se aproximando, o prazo começa a ficar apertado. O principal ponto de divergência envolve os prazos de desincompatibilização dos candidatos. Enquanto outros estados já aprovaram suas leis, o RN ainda está atrasado.
Uma mesma notícia pode gerar interpretações distintas, dependendo do enfoque adotado. O crescimento da dívida do RN em 2025 foi o maior entre os estados, mas proporcionalmente à receita houve redução em relação a 2019. O debate político utiliza diferentes comparativos para defender posições. No fim, o que pesa é a experiência concreta do eleitor, mais do que os números isolados.

SOBRE NETO QUEIROZ

SOBRE O BLOG