A pesquisa Atlas indica queda de Lula nas intenções de voto, especialmente nos cenários de segundo turno. O presidente praticamente não amplia sua base entre o primeiro e o segundo turno, enquanto adversários crescem. Contudo, a avaliação de governo permanece estável em relação a janeiro. O desgaste parece estar mais ligado à imagem eleitoral do que à gestão administrativa.
Allyson Bezerra planeja um mês de março marcado por entregas de obras em Mossoró. A principal inauguração será a do Complexo Viário 15 de Março. A agenda administrativa ficará concentrada em um ciclo intenso de inaugurações. Entre os dias 24 e 26, o prefeito deve renunciar e apresentar prestação de contas.
A governadora Fátima Bezerra confirmou que renunciará em 4 de abril para disputar o Senado. Nos bastidores, trabalha para garantir a eleição de um aliado ao mandato-tampão. As articulações teriam avançado, aproximando o governo da meta de 13 votos. O nome escolhido permanece sob sigilo para preservar as negociações políticas.
O PL planeja um grande evento em Natal para lançar oficialmente sua chapa ao Governo e ao Senado. A estratégia inclui reunir mais de oitenta prefeitos para demonstrar força política. O ato também busca contrastar com eventos promovidos por adversários. Coronel Hélio deve ser anunciado como segundo nome ao Senado, reforçando a composição da chapa.
A política do RN vive um contraste entre os dois principais polos da polarização nacional. Após desistir da disputa pelo Governo, Rogério Marinho voltou-se ao cenário nacional, enfraquecendo seu grupo local. Enquanto isso, Fátima Bezerra intensificou a articulação política no Estado. O momento revela ritmos distintos e uma diferença estratégica relevante entre os dois campos.
Nos últimos cinco anos, a bancada federal do RN destinou R$ 737 milhões em emendas coletivas ao Estado. Em vez de investir em grandes obras estruturantes, a maior parte dos recursos foi fragmentada em pequenos repasses às prefeituras. A estratégia fortalece eleitoralmente os parlamentares, mas compromete o desenvolvimento do Estado. A crítica recai sobre a ausência de visão estratégica e de compromisso com um legado duradouro.

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