O senador Rogério Marinho articula um grande evento do PL no dia 21 de março para apresentar a chapa ao Governo do RN e ao Senado. Paralelamente, tenta consolidar uma aliança com o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira. Uma reunião com lideranças da direita foi marcada para alinhar detalhes políticos e discutir também a eleição do mandato-tampão. A expectativa é que Ezequiel anuncie em breve sua posição final.
A montagem das nominatas para deputado estadual no Rio Grande do Norte enfrenta dificuldades, pois muitos pré-candidatos aparecem simultaneamente em listas de diferentes partidos. O principal conflito ocorre no campo da terceira via, envolvendo grupos ligados a Ezequiel Ferreira, Walter Alves e João Maia. A disputa ganhou força após a decisão de Walter de disputar mandato na Assembleia. Com a abertura da janela partidária, a tendência é que os quadros se definam e as listas fiquem mais claras.
A Assembleia Legislativa do RN já analisa a proposta que define o rito da eleição indireta para escolher o governador que concluirá o mandato atual. O processo começa com a renúncia da governadora e do vice, caracterizando a dupla vacância. Em seguida, o presidente do Tribunal de Justiça assume interinamente e convoca o pleito. A eleição será realizada pelos deputados estaduais e a posse dos eleitos ocorrerá no mesmo dia do resultado.
A eleição indireta para o mandato-tampão de governador no RN começa a ganhar contornos mais claros. Dois dos três principais grupos políticos já decidiram que não lançarão candidatos próprios, preferindo negociar apoio sob determinadas condições. Nesse cenário, o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, aparece como peça central das articulações. A tendência é que o PT consiga eleger o sucessor de Fátima Bezerra, confirmando sua renúncia para disputar o Senado.
Após a decisão de PL e Federação Progressista de não lançarem candidatos próprios, o PT fechou questão em torno de Cadu Xavier para o mandato-tampão. O partido rejeitou a proposta de indicar um nome técnico e lançou um desafio direto à oposição. A aposta é manter a identidade governista na gestão interina. O cálculo político envolve também a possível permanência de Fátima no cargo até o fim do mandato.
O PL decidiu que não lançará candidato próprio para a eleição indireta do mandato-tampão no RN. A estratégia é evitar associação do partido às dificuldades financeiras do Estado nos próximos meses. A legenda avalia que o desgaste do fim de governo deve permanecer com o PT. Ainda assim, o partido discutirá possíveis apoios ou alternativas de consenso.

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