A 100 dias da eleição, a disputa pelo Senado do Rio Grande do Norte tem favorito, mas não tem dono. Styvenson Valentim lidera com folga nas pesquisas, porém enfrenta uma queda consistente nos números que acende um sinal de alerta. Zenaide Maia avançou e ocupa uma segunda posição mais confortável, mas sente a pressão de Rafael Motta e Samanda Alves, que apostam numa dobradinha progressista ainda não testada em sua capacidade real. Coronel Hélio tenta se aproximar de Styvenson sem conseguir a parceria que deseja. Com dois terços do tempo de campanha ainda pela frente e o eleitorado longe de cristalizar sua decisão, as duas vagas seguem completamente abertas — e qualquer prognóstico definitivo ainda é precipitado.
Cadu Xavier apresentou avanços desde o lançamento de sua pré-candidatura, mas ainda está abaixo das expectativas iniciais. O PT concentrou excessivamente sua estratégia em vinculá-lo ao presidente Lula, deixando em segundo plano a construção de uma identidade própria. Também há a necessidade de defender um governo estadual com alta desaprovação. Cadu ainda pode crescer na campanha, mas precisará convencer o eleitor sobre quem é além de ser o candidato apoiado por Lula.
Allyson Bezerra chega aos 100 dias da eleição como o principal favorito ao Governo do Estado, sustentado pela liderança nas pesquisas, forte estrutura política e boa comunicação de sua gestão. Seus pontos positivos são a conexão criada com os municípios e sua capacidade de apresentar conteúdo ao eleitor. Por outro lado, há dois riscos: o avanço da polarização, que pode reduzir seu eleitorado, e a possibilidade de fatos novos nas investigações da Polícia Federal abalarem a confiança construída junto ao eleitorado.
Faltando 100 dias para a eleição, a avaliação é que Álvaro Dias mantém a estrutura política e o eleitorado bolsonarista, mas não consegue ampliar sua candidatura nas pesquisas. O texto aponta falta de carisma, dificuldades na comunicação e um discurso considerado repetitivo. Também critica a estratégia "Endireita RN", por entender que ela dialoga mais com a direita já consolidada do que com o eleitor de centro. A conclusão é que Álvaro precisa criar uma conexão emocional com o eleitor para ganhar competitividade na reta final da campanha.
Durante entrevista ao programa Contraponto, da FM 96, o pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou que não considera indispensável a escolha de um segundo nome ao Senado para compor chapa com a senadora Zenaide Maia (PSD). Segundo ele, essa decisão cabe exclusivamente à senadora e terá seu apoio integral.
O pré-candidato ao Governo do Estado pelo União Brasil, Allyson Bezerra, afirmou que o grupo do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB) só poderá integrar sua aliança caso adote o projeto de mudança defendido por sua pré-candidatura. Em entrevista ao programa Contraponto, da FM 96, Allyson destacou que Ezequiel atualmente faz parte da base da governadora Fátima Bezerra e precisa decidir se permanecerá ou não no governo.

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