Esta quinta-feira foi tomada por muitas conversas de bastidores em torno do rumo que o PSDB deve tomar nas eleições de outubro. A foto de Álvaro Dias com Taveira Júnior obrigou o PSDB a emitir uma nota negando que já exista qualquer decisão tomada de aliança com o PL.
Vou dar minha opinião de forma muito franca sobre esse assunto, em respeito aos leitores do blog e porque escrevo o que penso, sem amarras. Aqui a conversa é direta.
Se houvesse uma bolsa de apostas sobre o destino do PSDB, eu apostaria no fechamento de uma aliança entre PSDB e PT.
Existem três razões para essa leitura.
A primeira delas foi uma entrevista que assisti recentemente com Fábio Dantas, porta-voz do PSDB, sobre as conversas que o partido vem mantendo. A entrevista foi concedida ao programa Contraponto, de Diógenes Dantas, na FM 96.
Sugiro que o leitor ouça essa entrevista. Para mim, ficou clara a tendência de aproximação com o governo. Os argumentos apresentados por Fábio sinalizaram simpatia por uma aliança governista e, em contrapartida, mostraram restrições a uma aliança com o PL. A impressão foi nítida.
A segunda razão é o interesse do PSDB na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa em 2027. Ezequiel Ferreira demonstra forte interesse nesse processo. O PL tem compromisso em apoiar Tomba Farias para a presidência da Casa. Alysson Bezerra assumiu compromisso com Kléber Rodrigues. Já o PT sinalizou ao PSDB que apoiaria o candidato tucano, de forma direta.
A terceira razão é que, na chapa do PL, não haveria mais espaço para novas composições, assim como na chamada Terceira Via. Já no palanque governista, foram oferecidos espaços como vice-governadoria, uma primeira suplência ao Senado, compromisso com a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ampliação de espaços já existentes no governo.
Com base nisso, e considerando que na política geralmente prevalecem decisões objetivas e pragmáticas, acredito que a aliança entre PT e PSDB é apenas uma questão de tempo.





