O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, permanece indefinido quanto ao seu futuro político. Ele aguarda a decisão do Congresso Nacional sobre a quantidade de vagas federais destinadas ao estado, com base nos números do último censo.
Ezequiel tinha como certo disputar uma vaga de deputado federal caso o RN passasse a contar com 10 cadeiras na Câmara, conforme previa o projeto aprovado pelo Congresso, mas vetado pelo presidente Lula. Agora, a expectativa se volta para a possibilidade de derrubada do veto, que, entretanto, é considerada remota. O tema sequer entrou em pauta por falta de votos suficientes, e, em Brasília, prevalece a percepção de que a questão está encerrada.
Apesar do silêncio sobre seus planos, Ezequiel chegou a articular, junto ao vice-governador Walter Alves, uma nominata federal que incluiria Kelps Lima, Rafael Mota e Carlos Eduardo Alves. Essa composição, porém, não avançou e já está descartada.
Quem acompanha a trajetória de Ezequiel sabe que ele não costuma correr riscos em disputas eleitorais, preferindo caminhos com maiores garantias. O diferencial, desta vez, é que não há no horizonte a presidência da Assembleia Legislativa, posto que tornava a vaga de deputado estadual mais atrativa. Pela legislação, ele não poderá ser reconduzido ao comando da Casa na próxima legislatura.
Por ora, Ezequiel não definiu prazos para sua decisão. Oficialmente, aguarda a abertura da janela de transferências partidárias para deixar o PSDB e ingressar no MDB. O risco é que, até lá, o tempo se torne curto demais para articular uma candidatura competitiva à Câmara Federal.