Quando conversaram na última semana de dezembro para decidir os rumos da aliança entre PT e MDB, o vice-governador Walter Alves disse à governadora Fátima Bezerra que estava ouvindo as bases do partido antes de tomar uma decisão. Fátima explicou, então, que não poderia ficar indefinidamente aguardando uma resposta e agendou com Walter uma data para a definição final. O prazo acertado entre eles foi 15 de janeiro.
Como não houve nenhuma nova conversa desde então, nem pedidos de dilatação desse prazo, o dia 15 permanece na agenda de ambos como data-limite para que as decisões sejam encaminhadas.
Fátima pediu que, até essa data, o vice-governador informasse se pretende ou não assumir o Governo do Estado em caso de renúncia da titular, prevista para 2 de abril, conforme o acordo firmado anteriormente. Embora essa seja a principal pendência, a resposta condiciona outras duas questões relevantes: se Walter será candidato a deputado estadual e se a aliança com o PT será mantida.
Caso Walter oficialize à governadora que não tem intenção de sentar na cadeira de governador, estará, na prática, rompendo a aliança política e o acordo firmado entre ambos. O vice-governador, inclusive, já havia feito declarações públicas de apoio à candidatura de Fátima ao Senado e à note de Cadu Xavier para o Governo.
Dentro de uma semana, o PT espera ter esse dilema resolvido, inclusive para que o partido possa refazer seus planos e reorganizar suas estratégias. Internamente, a legenda já trata a desistência de Walter como um fato consumado e concentra seu foco na possibilidade de eleições indiretas para um mandato tampão. Ainda assim, aguarda um posicionamento oficial do MDB.
O bloco petista aposta que, mesmo com a desistência de Walter em assumir o Governo, ainda seja possível manter uma aliança política com o MDB para assegurar a eleição de um nome governista para o mandato tampão.
TEXTO ATUALIADO ÁS 07h11: A informação que o blog acaba de colher de uma fonte importante com acesso a Walter Alves é que ele vai apresentar a Fátima na conversa da semana que vem as seguintes decisões: não assume o governo, é candidato a deputado estadual, está mantida a aliança MDB e PT para as eleições de 2026 e que o MDB está disposto a ajudar o governo na eleição de mandato tampão.





