Saída de Rogério anima PT para o segundo turno e muda cálculos da sucessão estadual

O sentimento no PT após o anúncio da saída de Rogério Marinho da disputa pelo Governo do Estado e a entrada de Álvaro Dias como substituto foi interpretado como positivo. Os governistas avaliam que as chances de Cadu Xavier, pré-candidato petista ao Executivo estadual, chegar ao segundo turno aumentaram de forma significativa.

Embora alguns entendam que contra Rogério a estratégia da polarização seria executada de forma mais natural, com Álvaro também é possível a trocação.

O partido já trabalhava com a projeção de que, à medida que o processo eleitoral avançasse, Cadu cresceria nas pesquisas em razão da influência do presidente Lula sobre o eleitorado potiguar. Com a mudança no cenário, a expectativa é de um crescimento mais acelerado, com as próximas pesquisas apontando um possível empate técnico entre Cadu e Álvaro pela segunda posição.

Entre os governistas, a avaliação predominante é de que Álvaro Dias entra na disputa como um candidato pesado, com base eleitoral reduzida e tendência a realizar uma campanha defensiva. Isso se deve, sobretudo, ao fato de responder a um processo na Justiça Eleitoral, com potencial para gerar forte desgaste político.

O PT viveu dois momentos distintos em curto espaço de tempo. Primeiro, o impacto do rompimento de Walter Alves com o partido, que deixou o governo desnorteado. Em seguida, a euforia provocada pela substituição de Rogério por Álvaro. Fontes petistas afirmam dispor de pesquisas qualitativas indicando que Álvaro como candidato da direita facilita o caminho do PT no Rio Grande do Norte.

Curiosamente, o mesmo sentimento de euforia também foi percebido no grupo político do prefeito Allyson Bezerra. Nesse campo, a leitura é semelhante: Álvaro seria um adversário menos competitivo do que Rogério. A expectativa é de que as próximas pesquisas, já refletindo o novo cenário, indiquem ampliação da vantagem de Allyson na disputa.

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