Oposição articula candidatura única para mandato tampão visando barrar continuidade do PT

Conforme noticiei hoje cedo, as articulações em torno das eleições indiretas de abril monopolizaram as conversas políticas do fim de semana no Rio Grande do Norte. A informação mais recente obtida é que já foi iniciado um entendimento visando a construção de um acordo amplo entre os partidos de oposição para uma candidatura única que garanta a derrota do governismo.

A proposta em negociação parte do princípio de que, independentemente dos interesses políticos do grupo que tem Allyson Bezerra como pré-candidato ao Governo e do grupo liderado por Álvaro Dias, o objetivo central neste momento é impedir a continuidade do PT no poder. Dentro dessa lógica, ganha força a ideia de um nome neutro, capaz de unificar a oposição e excluir o PT do jogo político.

Na conta dos dois grupos, juntos, eles contam com 16 votos para eleger o governador tampão. Mais do que suficiente para obter êxito.

Para viabilizar esse movimento, os dois grupos abririam mão da indicação direta de um candidato, em favor de um terceiro nome que tivesse o aval de todos. Seria alguém com perfil técnico, comprometido com o equilíbrio das finanças públicas e com a missão de preparar o Estado para o próximo governador eleito. O pré-candidato Álvaro Dias já fez a defesa pública deste perfil.

Diversos argumentos têm sido utilizados para sustentar a tese de uma candidatura única da oposição. O principal deles é o receio, por parte dos dois grupos, de assumir o governo e absorver, ainda durante a fase de campanha, o desgaste decorrente de possíveis atrasos no pagamento dos servidores e de calotes em fornecedores.

Outro ponto que pesa nas conversas é o entendimento de que, tanto para Álvaro quanto para Allyson, o mais importante neste momento é contar com alguém capaz de promover um ajuste fiscal, organizar as contas do Estado e “arrumar a casa” até a chegada do próximo inquilino do cargo.

As tratativas avançaram rapidamente e já evoluíram para a busca de perfis. O nome escolhido precisaria ter reconhecimento amplo, capacidade comprovada de resolução de problemas, domínio de planejamento e execução financeira e, sobretudo, não possuir compromisso partidário.

O acordo ainda depende de definições sobre a partilha do poder durante o mandato tampão. A maioria defende que as secretarias sejam ocupadas por perfis técnicos, justamente para evitar a predominância de interesses políticos, embora se reconheça que haverá espaço para indicações dos grupos envolvidos.

A ideia em discussão é que os dois blocos indiquem nomes que atendam a esses critérios e, posteriormente, busquem internamente um consenso. Nas conversas preliminares, já foram citados nomes como Wagner Araújo (foto) e o prefeito de Acari, Fernando Bezerra.

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