Durante toda a sexta-feira, em Natal, houve pressões para que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciasse, no evento deste sábado, “RN do Futuro”, sua pré-candidatura ao Governo do Estado. As pressões vieram de dentro e de fora do grupo.
Na mídia, até o fim da noite, o evento ainda era tratado como o dia do “sim”, quando Allyson daria uma resposta afirmativa à convocação para que fosse candidato a governador. Para muitos, aquele seria o dia do anúncio oficial.
Somente neste sábado saberemos se a pressão funcionou ou não.
O principal argumento dos que defendiam o anúncio imediato era a necessidade de uma definição agora, especialmente após os desgastes da semana passada e a boa performance do prefeito em sua defesa pública. Para esse grupo, este seria o momento ideal para elevar o projeto a um novo patamar.
A resistência ao anúncio, no entanto, parte exclusivamente do próprio Allyson. Em reuniões internas, ele afirmou diversas vezes que pretende oficializar a candidatura em um dia e renunciar ao mandato de prefeito no dia seguinte. Atualmente, tem dito que não deseja deixar a Prefeitura antes de março.
O grande problema é que a expectativa criada pode resultar em frustração para diferentes grupos. Em Natal, cheguei a ouvir de uma jornalista a expressão “palhaçada” ao se referir à possibilidade de não haver anúncio neste sábado.
Em outro grupo, comentava-se que a justificativa de que “ainda vai ouvir o povo”, utilizada por Allyson, já não se sustenta neste momento. “O povo a gente escuta nas urnas”, contestava-se.
Toda essa polêmica dá a dimensão do nível de pressão na véspera do encontro e, sobretudo, alimenta a curiosidade sobre como Allyson pretende driblar esse cenário.





