Muito em breve, o cenário político do Rio Grande do Norte ganhará um capítulo decisivo: o anúncio do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, sobre sua posição eleitoral para 2026.
Ezequiel deve se posicionar durante a janela partidária que se abre na próxima quarta-feira, movimento que poderá reorganizar o tabuleiro político do Estado. Ainda não há data oficial para o anúncio, mas o deputado não pretende protelar a decisão.
Sua definição é considerada estratégica e capaz de influenciar diretamente os principais agrupamentos políticos.
No campo da direita, há expectativa de que Ezequiel assuma o comando do Republicanos ou mantenha o controle do PSDB, estruturando uma nominata forte para deputado estadual. Isso daria robustez ao palanque que deve ter Álvaro Dias como candidato ao Governo e Styvenson Valentim e Coronel Hélio ao Senado.
Na chamada “Terceira Via”, o vice-governador Walter Alves ainda nutre esperança de atrair Ezequiel para o MDB. Contudo, esse cenário perdeu força após a aliança do MDB com o União Brasil e a decisão de Walter de não assumir o Governo.
Na esquerda, a governadora Fátima Bezerra conversou longamente com o presidente da Assembleia e manifestou o desejo de mantê-lo como aliado, inclusive sugerindo parceria na eleição do mandato-tampão.
A grande pergunta é: para onde irá Ezequiel?
Os sinais indicam maior proximidade com o campo da direita. Ele tem dialogado com Álvaro Dias, Paulinho Freire e Styvenson Valentim e participou de reuniões estratégicas que redefiniram o cenário recente.
Nesse agrupamento, teria dois partidos à disposição para montar sua nominata estadual: Republicanos ou PSDB, com compromisso alinhado à candidatura de Álvaro Dias.
No centro, as chances são remotas. O movimento de Walter Alves, feito à revelia do presidente da Assembleia, desgastou o entendimento anterior entre ambos.
Na esquerda, Ezequiel avalia que não teria espaço para estruturar seu projeto político, sobretudo quanto à formação de nominata e bases partidárias.
Paralelamente, há a eleição indireta para o mandato-tampão, na qual muitos consideram Ezequiel o fiel da balança.
Surge então uma nova indagação: seria possível firmar um acordo para o mandato-tampão e outro distinto para a eleição de outubro? Ou seja, apoiar a sucessão indireta alinhada à governadora e, posteriormente, integrar o palanque de Álvaro Dias?
As perguntas são muitas. As respostas, porém, parecem estar próximas. É apenas uma questão de tempo — e de pouco tempo.





