Governo avalia riscos, renúncia de Fátima perde força e PT está pronto para acionar plano B

A governadora Fátima Bezerra não tem, neste momento, nenhuma certeza sobre a eleição para o mandato-tampão. Considerando que o PT pretende assegurar os 13 votos necessários para eleger o sucessor de Fátima, o cenário atual apresenta mais dúvidas do que certezas.

Vou listar aqui o que o governo está considerando neste momento:

  • Que a renúncia de Fátima só ocorrerá diante de uma certeza absoluta de que haverá os treze votos necessários para eleger o governador-tampão.
  • Que as negociações realizadas até agora não geraram nenhuma garantia e que, mesmo diante de acordos que parecem encaminhados, ainda está distante alcançar os treze votos.
  • Que uma aliança com Ezequiel Ferreira para a eleição indireta seria essencial, mas que, neste momento, essa possibilidade está distante de se concretizar.
  • Que o primeiro ato a ser executado é a renúncia de Fátima e que, a partir disso, até a data da eleição deve decorrer cerca de trinta dias, o que representa um intervalo considerável.
  • Que existe alto risco de o PT ser enganado por falsos acordos que podem ser desfeitos após a renúncia e antes da votação.
  • Que, após a renúncia de Fátima, existe a possibilidade de Walter Alves desistir de renunciar, dentro de alguma estratégia do MDB em combinação com o União Brasil e o PP.

Como se observa, são muitas as dúvidas, e todos os cenários apontam para incertezas e para a possibilidade real de o PT perder o governo para a oposição. Há diversas brechas na estratégia petista de buscar garantias antecipadas para eleger o sucessor.

Diante desse cenário complicado, existem dentro do governo vários argumentos favoráveis à possibilidade de não haver renúncia.

O primeiro deles é que, se o objetivo final de Fátima ao disputar o Senado seria reforçar a base do presidente Lula com mais um voto aliado na Casa, o prejuízo não seria tão grande caso ela não dispute, especialmente diante da possibilidade de Zenaide Maia ser eleita, já que também é considerada um voto alinhado a Lula no Senado.

Há unanimidade dentro do governo de que o maior prejuízo, caso a oposição assuma o governo, não seria a não candidatura de Fátima ao Senado, mas o impacto negativo que isso causaria nas nominatas de deputado federal e deputado estadual, além de afetar diretamente a própria disputa pelo Governo do Estado. O entendimento é que o estrago eleitoral seria significativo.

Por fim, dentro da análise de que pode não haver renúncia, cresce no partido a ideia de não desarticular a chapa de deputado federal com a saída de Natália Bonavides para disputar o Senado. A proposta que ganha força é a de que o deputado Francisco do PT seja escolhido para disputar o Senado no lugar de Fátima.

Tudo isso tem sido tema de muitas conversas neste momento dentro do governo. A preço de hoje, a renúncia de Fátima parece cada vez mais distante, enquanto o nome de Francisco do PT cresce como alternativa para a disputa ao Senado.

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