As negociações nos bastidores políticos estão em velocidade máxima nas últimas horas. PT e União Progressista estão em plena conversa em busca de um acordo para a eleição do mandato-tampão.
O deputado estadual Kléber Rodrigues, que no próximo sábado assinará a ficha de filiação ao PP, recebeu delegação para conduzir as conversas com o PT em busca de um entendimento. Ele se tornou um ardoroso defensor da união entre os dois grupos.
A proposta que está sobre a mesa neste momento é um compromisso do PT de apoiar Allyson Bezerra em um eventual segundo turno, caso a disputa seja contra Álvaro Dias. Também está sendo discutida a formação de um bloco com os deputados estaduais eleitos em outubro, para garantir o controle do Poder Legislativo a partir de 2027.
A contrapartida da federação União Progressista seria a liberação de seus seis votos para um entendimento com o governo, visando eleger o candidato apoiado por Fátima Bezerra para o mandato-tampão.
Não se trataria de um acordo envolvendo aliança formal ou participação no governo, seja agora ou no próximo mandato, mas de um entendimento voltado exclusivamente para três eleições: o mandato-tampão, as eleições gerais de outubro e a presidência da Assembleia Legislativa.
Nesse arranjo, os deputados do centro ajudariam o PT a permanecer no governo até dezembro — considerando que PP e União Brasil não desejam exercer o mandato-tampão — e o PT, caso não avance ao segundo turno, orientaria seus eleitores a votarem no candidato do centro. Além disso, os grupos atuariam juntos para eleger o próximo presidente da Assembleia Legislativa.
Do grupo de seis deputados que integram o palanque de Allyson, estariam certos de aderir ao acordo: Neílton Diógenes, Kléber Rodrigues, Hermano Morais, Nélter Queiroz e Galeno Torquato. Ainda existem dúvidas quanto ao voto de Taveira Júnior.
Com os cinco votos considerados certos nessa possível aliança, somados aos oito votos que o governo já contabiliza, chegar-se-ia aos treze votos necessários para garantir a eleição do sucessor de Fátima.
O deputado Kléber Rodrigues avalia que, dessa forma, é possível que os dois grupos cheguem a um entendimento. A proposta também interessa a Allyson Bezerra, pois evitaria que, em caso de vitória na eleição, ele tenha a oposição controlando a Assembleia Legislativa a partir de 2027.





