PL x PT: a guerra política do jogo da polarização já está em campo no RN

Quem assistiu aos últimos vídeos da governadora Fátima Bezerra, do ex-prefeito e pré-candidato ao Governo pelo PL, Álvaro Dias, e do pré-candidato ao Governo pelo PT, Cadu Xavier, entendeu bem o cenário eleitoral que está sendo construído.

Vejamos o pingue-pongue.

Álvaro Dias afirmou que a desistência da renúncia da governadora Fátima Bezerra — e, consequentemente, sua saída da disputa pelo Senado — é o retrato de uma gestão fracassada do PT no Rio Grande do Norte.

Cadu Xavier rebateu dizendo que fracassada, na verdade, foi a gestão de obras inacabadas do ex-prefeito, que inaugurou diversas obras em Natal e que, até hoje, não funcionam.

Fátima Bezerra, por sua vez, ao inaugurar uma obra em Angicos, destacou que, em sua gestão, as obras são entregues e funcionam, ao contrário de gestões que deixam estruturas inacabadas.

Álvaro Dias reagiu novamente, listando um pacote de obras que entregou em Natal e que, segundo ele, estão em pleno funcionamento.

Não se trata de uma briga de vizinhos, nem de um bate-boca impulsivo. Trata-se de algo devidamente calculado. Ambos os lados atuam em um jogo com começo, meio e fim.

PL e PT disputam a narrativa para conquistar a torcida, seguindo a lógica de que quem não entra em campo não ganha apoio. Esse movimento se encaixa perfeitamente no jogo do confronto, da disputa direta e da busca por protagonismo — a lógica mais básica da polarização.

E tudo isso ainda é apenas o ensaio. A estratégia é que cada novo tema gere uma nova polêmica, mantendo uma troca constante de acusações e forçando o eleitor a se posicionar entre os dois lados.

Enquanto isso, fora desse embate, a chamada terceira via perde espaço e assiste ao jogo.

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