O vice-governador Walter Alves está empenhado na formação da nominata do MDB. Graças a um trabalho estratégico, ele vem conseguindo dar um perfil atrativo à chapa. Ao definir que não aceitaria deputados de mandato nem “tubarões” na nominata, Walter sinalizou claramente aos pré-candidatos considerados de porte médio.
A história das eleições mostra que nominatas intermediárias, formadas por candidatos de porte médio, costumam ter sucesso, pois atraem aqueles que entendem ser o caminho mais viável. Walter apostou nessa estratégia e conseguiu reunir um grupo competitivo.
O risco nesta etapa final das filiações é que seus pré-candidatos se tornem atrativos para outras nominatas, que buscam “esteiras” com bom potencial. A tarefa de Walter é, portanto, evitar debandadas na reta final.
Além disso, os próprios nomes alinhados a Walter condicionam sua permanência à manutenção do acordo original e ao veto aos “tubarões”. Um exemplo ocorreu na negociação em torno do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, que tentou integrar a nominata do MDB, mas teve a porta fechada.
Caso consiga manter os pré-candidatos apalavrados, a nominata do MDB poderá eleger três deputados estaduais. Nesse grupo, Walter deve ser o mais votado, seguido pelos ex-prefeitos Bibiano e Ivan Júnior e pelo ex-deputado Antônio Jácome.





