O pré-candidato a deputado federal Kelps Lima está se esforçando para furar a bolha. Sem dispor de emendas parlamentares — diferencial dos seus principais adversários na nominata —, ele busca criar um novo campo de confronto capaz de atrair a atenção do eleitor.
Em entrevista ao programa Política Sem Filtro, da Rádio Difusora, Kelps declarou que a atual bancada federal do Rio Grande do Norte é irrelevante e incompetente. A fala provocou reações. A deputada Carla Dickson, por exemplo, rebateu afirmando que o pré-candidato ignora o trabalho dos parlamentares em comissões e a defesa de pautas importantes para a população.
Após atacar a bancada federal, Kelps também direcionou críticas ao senador Styvenson Valentim. Em outras entrevistas, afirmou que o senador tem histórico de confrontos com mulheres: “Brigou com Fátima, com deputada, com senadora, com Nilda. Está na hora de comprar briga com homens”.
Kelps também ironizou o comportamento do senador, dizendo que sua postura mais incisiva ocorre apenas no estado: “Aquele Styvenson bravo é só quando pega o avião para cá. Daqui para lá, ele vira um gatinho”.
A estratégia de confronto adotada por Kelps não é impulsiva, mas calculada. O objetivo é puxar o debate político para um terreno que lhe seja mais favorável.
Ciente de que os atuais deputados e senadores possuem maior força eleitoral por conta dos mandatos e das emendas parlamentares, Kelps tenta reposicionar o debate com temas que possam equilibrar essa disputa.
As críticas à bancada federal e a Styvenson funcionam como uma espécie de isca para atrair atenção e gerar repercussão em torno de sua narrativa.
No entanto, essa estratégia carrega riscos. Ao elevar o tom e generalizar críticas, Kelps se aproxima de um limite delicado em relação à razoabilidade.
Classificar toda a bancada como irrelevante e provocar Styvenson com ataques pessoais pode gerar animosidade e transmitir uma imagem de arrogância.





