Na eleição de 2018 para o Senado no Rio Grande do Norte, o então Capitão Styvenson, da Rede, foi o candidato mais votado, com 745.827 votos (25,63%). Zenaide Maia ficou em segundo lugar, com 660.315 votos (22,69%).
Naquele pleito, em que o eleitor podia escolher dois nomes para o Senado, houve nada menos que 15 candidatos disputando as vagas. O terceiro colocado foi Geraldo Melo, com 13,14% dos votos, seguido por Garibaldi Filho, com 12,93%.
Um dado que chama atenção nesse resultado é o volume total de votos. Somados, os 15 candidatos receberam 2.909.592 votos válidos nominais, considerando o primeiro e o segundo voto. No entanto, do total de votos possíveis — já descontadas as abstenções —, 1.010.079 votos não foram destinados a nenhum candidato, sendo registrados como brancos ou nulos.
Desse total, 264.393 foram votos brancos e 745.686, votos nulos. Ou seja, mais de um milhão de eleitores compareceram às urnas, mas não utilizaram as duas opções de voto disponíveis para o Senado.
Esse dado revela um comportamento importante do eleitorado. Em grande parte dos casos, o eleitor votou em apenas um candidato e deixou de escolher o segundo nome, possivelmente por falta de informação ou identificação.
Considerando a complexidade de uma eleição geral — em que o eleitor precisa digitar até seis números diferentes —, é razoável concluir que muitos simplesmente ignoraram a segunda opção para o Senado.
Esse cenário deve acender um alerta, especialmente para pré-candidatos que tradicionalmente se destacam como segunda opção de voto. Nomes como Zenaide Maia e Coronel Hélio, por exemplo, aparecem em pesquisas com bom desempenho nesse tipo de escolha.
Diante disso, torna-se estratégico investir em campanhas que incentivem o eleitor a utilizar plenamente suas duas opções de voto para o Senado.
Outro ponto relevante é que o total de votos nulos (745.686) foi superior à votação individual dos dois candidatos eleitos, Styvenson e Zenaide.
Os números estão postos. Cabe aos atores políticos analisá-los com atenção e extrair as lições necessárias para as próximas disputas eleitorais.




