O Instituto Seta divulgou hoje mais uma pesquisa no Rio Grande do Norte. Foram entrevistados 1.500 eleitores entre os dias 3 e 5 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob o número 01809/2026-RN.
Para o Governo do Estado, a pesquisa estimulada mostrou o seguinte resultado:
- Allyson Bezerra – 38,4% (tinha 39,4% em abril)
- Álvaro Dias – 20,7% (tinha 23,7% em abril)
- Cadu Xavier – 13,3% (tinha 10,3% em abril)
- Robério Paulino – 0,9%
- Dário Barbosa – 0,9%
- Karlo Vieira – 0,4%
- Nenhum/Branco/Nulo – 11,3% (eram 9,3% em abril)
- Não sabe – 14,3% (eram 16,3% em abril)
ANÁLISE DA PESQUISA
As pesquisas do Instituto Seta vêm indicando, ao longo dos últimos meses, a possibilidade de definição da eleição ainda no primeiro turno. O principal destaque destes novos números é a queda de Álvaro Dias em três pontos percentuais e o crescimento de Cadu Xavier na mesma proporção.
Allyson Bezerra continua apresentando intenções de voto próximas dos 40 pontos percentuais. Desta vez, oscilou negativamente um ponto em relação à última pesquisa, movimento que permanece dentro da margem de erro.
Não há oscilações significativas no cenário geral. O favoritismo de Allyson permanece, mas chama atenção a aproximação de Cadu Xavier em relação a Álvaro Dias. A diferença entre os dois, que era de 13 pontos percentuais, em março, agora caiu para apenas 7 pontos.
PESQUISA PARA O SENADO
A pesquisa do Instituto Seta para o Senado trouxe números com mudanças substanciais. Confira os resultados da sondagem estimulada, já considerando a soma do primeiro e do segundo votos:
- Styvenson Valentim – 45,5% (tinha 59,0% na pesquisa de abril)
- Zenaide Maia – 41,7% (tinha 37,9% em abril)
- Coronel Hélio – 19,0% (tinha 11,1% em abril)
- Rafael Motta – 16,2% (não estava na pesquisa de abril)
- Samanda Alves – 10,7% (tinha 10,3% em abril)
- Luciana Lima – 6,6%
- Sandro Pimentel – 3,0%
- Rosália Fernandes – 2,7%
- Nenhum/Branco/Nulo – 22,4%
- Não sabe – 32,2%
ANÁLISE DA PESQUISA
O dado que mais chama atenção é a queda de Styvenson Valentim. O senador caiu de 59,0% para 45,5% em um intervalo de apenas um mês, uma redução de quase 15 pontos percentuais em quatro semanas. A diferença entre ele e Zenaide que era de 21 pontos em abril, agora é de menos de 4 pontos.
Não se trata meramente de uma queda, houve um verdadeiro tombo. No primeiro voto, Styvenson tinha 41,7% em abril e agora aparece com 27,0%. Ainda não há um fato político evidente que explique uma queda tão acentuada, o que torna necessário aguardar as próximas pesquisas para compreender melhor esse movimento do eleitorado.
Em relação a Zenaide Maia, observa-se crescimento no primeiro voto e maior equilíbrio entre as duas opções de voto. Antes, a senadora apresentava desempenho mais forte no segundo voto; agora, a pesquisa indica uma inversão gradual dessa tendência.
Outro ponto relevante envolve Samanda Alves. Na pesquisa de março do Instituto Seta, a então pré-candidata ao Senado Fátima Bezerra tinha 24,9% na soma dos dois votos. Dois meses depois, Samanda aparece com pouco mais de 10 pontos percentuais. Isso indica que mais da metade do eleitorado anteriormente associado a Fátima não migrou para Samanda. Nesse cenário, Zenaide Maia surge como a principal beneficiária desse espólio eleitoral.





