Atentado contra Cabo Deyvison, facções mandam recado, mas a resposta precisa vir do Estado

A tentativa de assassinato do vereador e pré-candidato a deputado federal pelo PL, Cabo Deyvison, se insere no contexto da estratégia política que ele adotou de enfrentamento às organizações criminosas que atuam em Mossoró e no Estado. É uma temática que envolve riscos.

Não vejo outro contexto para o ocorrido e considero excessivo o uso desse episódio para obtenção de proveito eleitoral, seja de um lado ou do outro. Uma pessoa foi assassinada, outra foi baleada. Trata-se de um acontecimento lamentável, que requer investigação policial rigorosa e punição aos envolvidos.

O debate sobre a violência e suas consequências para a sociedade e o combate ao avanço do crime organizado, bandeiras levantadas pelo Cabo Deyvison, além, é claro, da responsabilização dos envolvidos, devem ser os resultados mais concreto deste episódio.

Atentar contra a vida do Cabo Deyvison é a forma que as facções encontraram para enviar o recado de que não aceitam ser confrontadas e expostas. Mas elas não podem ter a palavra final. Cabe ao Estado dar uma resposta eficaz.

O desafio do Estado é investir em segurança pública, tecnologia, capacitação e estruturação das forças policiais para o enfrentamento ao crime organizado. Não acredito que precisemos de heróis, mas de um trabalho estruturado e integrado de todas as instituições responsáveis pela segurança.

É lamentável a morte do jovem cinegrafista e a tentativa de assassinato que teve como alvo o vereador. Nada trará de volta a vida perdida nem apagará a dor da família. E nada justifica que uma tragédia dessa magnitude seja utilizada, por A ou por B, para obtenção de proveito eleitoral.

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