Os problemas causados pelo pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, Kelps Lima, ao direcionar ataques aos deputados federais de sua própria nominata, estão começando a cair no colo do pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra.
Companheiros de chapa têm se sentido diretamente atingidos pelas investidas do pré-candidato, e o assunto já foi levado a Allyson, com a cobrança de que alguma providência seja adotada com urgência.
O ex-governador Robinson Faria é um dos que demonstram maior irritação com a artilharia de Kelps. A pessoas próximas, teria revelado que, caso não haja uma correção de rumo, passará a entender que o grupo político não tem interesse em proteger sua imagem e, diante disso, deixará de pedir votos para a chapa majoritária.
O deputado federal João Maia prefere não dar visibilidade a Kelps e, por isso, evita comentar o assunto publicamente. Ainda assim, é outro que se mostra desconfortável com a sequência de críticas direcionadas ao seu mandato.
Nos bastidores, a avaliação é de que Kelps busca se apresentar como o candidato mais identificado com Allyson Bezerra e tem explorado essa associação de forma intensa. A interpretação de alguns aliados é que, ao se vincular constantemente à imagem de Allyson e, simultaneamente, disparar críticas pesadas contra integrantes do próprio grupo, acaba transmitindo a impressão de que possui aval da prateleira superior para agir dessa forma.
Num primeiro momento, a orientação foi deixar Kelps seguir sua estratégia, evitando confrontá-lo para não ampliar sua exposição. Agora, porém, a avaliação interna é de que ele ultrapassou, e muito, os limites do aceitável. A escalada no tom das declarações teria gerado não apenas desconforto, mas também revolta entre aliados, tanto pelo conteúdo quanto pela forma como os ataques vêm sendo feitos.
Diante desse cenário, Allyson terá de mediar uma solução rapidamente. O que se comenta nos bastidores é que João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio não estão dispostos a assistir passivamente à verborragia de Kelps pelos próximos quatro meses. Até porque, segundo alguns interlocutores, o discurso já teria deixado de ser mera crítica política para assumir contornos de ataque pessoal.





