Nem todo mundo está entendendo o cálculo que a senadora Zenaide Maia está fazendo para decidir se indicará um segundo nome ao Senado para formar uma dobradinha com ela.
A decisão é baseada em pesquisas qualitativas e quantitativas.
Foram encomendados levantamentos que analisaram o comportamento do eleitor que escolhe Zenaide como primeiro voto ao Senado. Quando perguntados sobre quem receberia o segundo voto, identificou-se que Samanda Alves e Rafael Motta eram os principais beneficiados.
A pesquisa foi além. Os entrevistados também responderam como agiriam caso Zenaide apresentasse um segundo nome ao Senado. Um percentual significativo afirmou que acompanharia essa indicação e destinaria o segundo voto ao candidato apoiado pela senadora.
Enquanto muitos avaliam que não faz sentido lançar um segundo nome nesta altura da disputa, sob o argumento de que não haveria tempo para torná-lo competitivo, o que talvez não tenha sido percebido é que esse nunca foi o principal objetivo da estratégia.
A lógica é outra.
Trata-se de uma decisão pensada para fortalecer o projeto de reeleição de Zenaide Maia.
A matemática é simples.
Vamos a um exemplo: se Zenaide conquistar 800 mil votos e conseguir transferir 200 mil segundos votos para um aliado, serão 200 mil votos a menos distribuídos entre seus principais adversários. Em uma eleição apertada, esse movimento pode ser decisivo para definir quem conquista as vagas ao Senado.
É esse o cálculo. Sem maiores mistérios.
A dobradinha não seria formada para transformar o segundo nome em um candidato competitivo, mas para reduzir a competitividade dos adversários diretos de Zenaide.
A dificuldade nesse momento é quanto a escolha desse nome. Por ter um papel estratégico, tem que ser um nome que entenda a missão que terá e que se habilite para a tarefa.





