Com a definição do vereador Tércio Tinôco (União Brasil) como segundo candidato ao Senado no palanque do pré-candidato ao Governo, Allyson Bezerra, a principal dúvida no meio político passou a ser o tamanho que sua candidatura poderá alcançar.
A missão de Tércio é clara: reduzir a migração do segundo voto de eleitores de Zenaide Maia para candidaturas concorrentes. Pesquisas internas encomendadas pelo grupo da senadora apontaram que a ausência de um segundo nome na chapa estava favorecendo adversários diretos na disputa pelo Senado.
A partir daí surge a questão: até onde essa dobradinha pode chegar? O primeiro obstáculo parece ser financeiro. Há cerca de um mês, Allyson Bezerra já havia informado ao ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, que era cotado para a vaga, que o União Brasil não teria recursos do fundo eleitoral para investir em uma candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte.
Sem acesso ao fundo eleitoral, Tércio deverá fazer uma campanha sustentada principalmente por doações, o que naturalmente limita sua capacidade de estrutura e de alcance eleitoral.
Outra análise importante é o potencial da candidatura para conter a fuga do segundo voto de Zenaide. Nos cálculos do grupo, Tércio teria condições de reter cerca de 200 mil votos, número considerado suficiente para cumprir o papel estratégico definido no planejamento da campanha.
O resultado dependerá diretamente da eficiência do marketing da dobradinha e da capacidade de convencer o eleitor de Zenaide a manter o segundo voto dentro da mesma aliança. Se a senadora alcançar aproximadamente 800 mil votos, a meta seria então que Tércio consiga o voto de um em cada quatro eleitores de Zenaide.
O que consolidou a decisão de lançar um segundo nome foi justamente essa lógica eleitoral: independentemente da votação final de Tércio Tinôco, sua candidatura tende a contribuir para reduzir a dispersão do segundo voto e, consequentemente, fortalecer o projeto de reeleição de Zenaide Maia.





