Allyson indicou a esposa, Styvenson a irmã, Hélio indicou o pai de Rogério: quem pode falar de quem?

O senador Styvenson Valentim indicou a irmã, Anny Kelly Valentim, como primeira suplente de sua chapa. O coronel Hélio anunciou Valério Marinho, pai do senador Rogério Marinho, como primeiro suplente. Já o pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, articulou para que sua esposa, Cínthia Pinheiro, disputasse uma vaga na Assembleia Legislativa.

Essas escolhas reacenderam o debate sobre a moralidade — já que não há ilegalidade — do chamado nepotismo político, caracterizado pela indicação de familiares para disputar cargos eletivos ou ocupar posições estratégicas de poder.

É uma discussão sustentada por argumentos legítimos dos dois lados. Os defensores afirmam que o parentesco, por si só, não deve desqualificar pessoas que possuam capacidade e competência para exercer funções públicas.

Já os críticos apontam as contradições dos discursos. Allyson Bezerra e Styvenson Valentim, por exemplo, faziam críticas contundentes ao nepotismo e às oligarquias familiares que se perpetuam no poder. Hoje, passaram a defender uma posição diferente.

Entre Allyson, Rogério e Styvenson, este último foi o mais transparente ao justificar sua decisão. Declarou que pretende disputar o Governo do Estado no futuro e, por isso, deseja ter no Senado alguém de sua absoluta confiança para assumir seu mandato, caso isso aconteça.

Rogério Marinho e Allyson Bezerra adotaram uma estratégia diferente. Allyson afirmou que a decisão de disputar a eleição partiu de sua esposa e que apenas a apoiou. Rogério, por sua vez, argumentou que seu pai reúne as qualificações necessárias e que a escolha foi feita pelo coronel Hélio.

Independentemente do mérito de cada justificativa, o aspecto mais importante é que, em uma democracia, cabe ao eleitor dar a palavra final. É por meio do voto que a sociedade decide se essas escolhas merecem aprovação ou reprovação.

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