Os números que chamam atenção na pesquisa ITEM: crescimento no Governo e queda no Senado

Nesta sexta-feira foram divulgados os números da terceira pesquisa ITEM/TV Ponta Negra. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número RN-05311/2026, ouviu 1.250 eleitores em 60 municípios entre os dias 19 e 22 de julho e possui margem de erro de 2,77 pontos percentuais.

Para o Governo do Estado, na pesquisa estimulada, o resultado foi o seguinte:

Allyson Bezerra – 39,22% (tinha 38,8% em junho e 37,0% em maio)
Álvaro Dias – 28,0% (tinha 26,2% em junho e 25,2% em maio)
Cadu Xavier – 17,4% (tinha 16,2% em junho e 16,4% em maio)
Robério Paulino – 0,6%
Rodrigo Vieira – 0,6%
Dário Barbosa – 0,4%
Brancos, nulos e indecisos – 5,8%
Não sabem – 8,0%

ANÁLISE PARA O GOVERNO

Com 39,22% das intenções de voto, Allyson Bezerra não apenas lidera com folga, como também registra crescimento contínuo nas três pesquisas da série. Em dois meses, avançou 2,2 pontos percentuais, consolidando uma trajetória positiva. Ao se aproximar dos 40% ainda no primeiro turno, amplia sua vantagem sobre os adversários.

Álvaro Dias também apresenta evolução consistente. Desde maio, cresceu 2,8 pontos percentuais e se consolida como o principal adversário de Allyson. O ponto relevante é que seu crescimento ocorre simultaneamente ao do líder, indicando que ambos vêm absorvendo parte do eleitorado indeciso, e não tirando votos um do outro.

Cadu Xavier permanece praticamente estável em torno dos 17% nas três pesquisas. O desempenho levanta dúvidas sobre qual poderá ser seu potencial de crescimento ao longo da campanha.

O bloco de eleitores ainda indefinidos continua numericamente relevante. Entretanto, a série histórica indica que, à medida que esses votos são definidos, Allyson Bezerra e Álvaro Dias têm sido os principais beneficiados. Cadu Xavier, por sua vez, praticamente não apresenta crescimento nessa métrica.

DISPUTA PARA O SENADO

Na disputa pelo Senado, considerando o primeiro e o segundo votos — o que corresponde a 200% do eleitorado, já que cada eleitor pode escolher dois candidatos —, o resultado foi o seguinte:

Styvenson Valentim – 39,0% (tinha 38,0% em junho e 38,0% em maio)
Zenaide Maia – 37,6% (tinha 37,2% em junho e 38,0% em maio)
Rafael Motta – 31,8% (tinha 37,2% em junho e 36,8% em maio)
Samanda Alves – 15,8% (tinha 22,0% em junho e 23,2% em maio)
Coronel Hélio – 13,2% (tinha 16,4% em junho e 11,2% em maio)
Tércio Tinoco – 2,2%
Sandro Pimentel – 0,8%
Rosália Fernandes – 0,6%
Luciana Lima – 0,2%
Brancos, nulos e indecisos – 11,8%
Não sabem – 47,0%

É importante contextualizar esses números. Como cada eleitor pode votar em dois candidatos ao Senado, a soma dos percentuais ultrapassa 100%. Além disso, o elevado índice de 47% de entrevistados que afirmam não saber em quem votar é uma característica comum desse tipo de disputa, justamente porque o segundo voto costuma ser a escolha de menor definição para o eleitor.

Styvenson Valentim (39%) e Zenaide Maia (37,6%) formam um bloco bastante estável na liderança. Os dois mantiveram desempenho praticamente inalterado ao longo das três pesquisas, o que pode indicar um eleitorado mais consolidado.

O movimento mais expressivo desta rodada ocorre entre Rafael Motta e Samanda Alves. Rafael recuou de 37,2% em junho para 31,8% agora. Já Samanda caiu de 23,2% em maio para 15,8% nesta pesquisa. Caso essa tendência persista durante a campanha, ambos poderão enfrentar dificuldades para permanecer competitivos na disputa pelas duas vagas.

Outro dado que chama a atenção é o baixo percentual de eleitores indefinidos para os cargos proporcionais. Enquanto a maioria dos institutos registra índices superiores a 70% de indecisos para deputado federal e deputado estadual, a pesquisa ITEM aponta apenas 33,4% de indefinição para deputado federal e 23,6% para deputado estadual. Trata-se de um comportamento bastante diferente do observado por outros levantamentos e que merece acompanhamento nas próximas pesquisas.

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