Senado: Quaest revela que Styvenson precisa pensar em fazer campanha e Hélio precisa sair da bolha

Ainda não havia analisado aqui no blog os números da pesquisa Quaest para o Senado. Segundo a pesquisa, na soma do primeiro com o segundo voto, Styvenson lidera com 16%, Zenaide aparece em segundo, com 10%, Samanda e Rafael estão empatados logo em seguida, com 8% cada, e, em quinto, aparece o Coronel Hélio, com 5%.

Olhando para esses números, consigo tirar várias conclusões.

A primeira é que Styvenson mantém uma boa liderança e permanece como um dos favoritos a conquistar uma das vagas, embora precise ligar um sinal de alerta diante da estagnação do seu nome em várias pesquisas diferentes e monoitorar as pequenas quedas registradas por alguns institutos.

De fato, Styvenson chegou a ter uma liderança bem mais folgada alguns meses atrás, mas as demais candidaturas foram se definindo, os partidos começaram a trabalhar seus nomes e era até natural imaginar que ele passaria a enfrentar uma concorrência mais forte, podendo estagnar ou perder terreno.

Mas também é fato que Styvenson precisa apertar mais forte o botão onde está escrito: “fazer campanha”.

Outro ponto que chama bastante atenção é o desempenho de Samanda de Lula e Rafael Motta, rigorosamente empatados na terceira posição e, ao mesmo tempo, em empate técnico com Zenaide.

A fotografia da Quaest passa a impressão de que essa dobradinha começa a funcionar. Enquanto alguns concorrentes ainda apresentam dobradinhas frágeis, Samanda e Rafael parecem caminhar agora lado a lado, inclusive registrando exatamente os mesmos números.

Sempre afirmei aqui que a estratégia com maior potencial de render resultados para Samanda e Rafael seria justamente caminharem juntos: Samanda se tornar o segundo voto de quem vota em Rafael e Rafael ser o segundo voto de quem escolhe Samanda. Essa é uma força importante que eles têm, somada à vinculação com Lula, outro ativo eleitoral relevante.

No caso de Zenaide Maia, os números da Quaest a colocam em segundo lugar, mas em empate técnico com os terceiros, Samanda e Rafael. Mais uma vez, os números indicam que ela é uma candidata fortíssima. Porém, precisa ampliar sua capacidade de atração sobre o eleitorado de esquerda, justamente o campo onde estão os seus principais concorrentes.

Por fim, sobre o Coronel Hélio, a Quaest mostrou algo que outros institutos também vêm apontando: a dificuldade de Hélio para avançar além do nicho bolsonarista.

Os 5% parecem refletir um voto concentrado nessa bolha, com pouca penetração fora dela. O Coronel precisa pensar urgentemente em uma estratégia eficiente para ampliar seu eleitorado e fazer com que o eleitor não o enxergue apenas pelo viés ideológico.

É um desafio para o marketing.

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