Cabo Deyvison e Juninho ficam para trás na divisão milionária do Fundo Eleitoral do PL

A distribuição do Fundo Eleitoral pelo Partido Liberal entre os candidatos a deputado federal está sendo motivo de muitas contestações internas. Há candidatos que entendem existir um direcionamento claro para favorecer alguns nomes em detrimento de outros considerados igualmente competitivos.

Um exemplo disso é o Cabo Deyvison, que aparece nas pesquisas quase sempre entre os oito primeiros colocados, em algumas situações até liderando a preferência do eleitorado, como foi o caso do Instituto Média, que publicou uma pesquisa ontem e trouxe Deyvison como o nome mais citado.

Enquanto o Sargento Gonçalves recebeu R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral e o General Girão recebeu R$ 2,7 milhões, ao Cabo Deyvison foram destinados apenas R$ 500 mil. Mesmo considerando uma divisão maior para os detentores de mandato, os candidatos que se sentiram prejudicados avaliam que a diferença na distribuição dos recursos foi bastante significativa.

Outro que estaria sendo extremamente prejudicado é o candidato Juninho Saia Rodada, que, até o presente momento, não recebeu nenhum repasse. Juninho é outro forte concorrente na disputa por uma das vagas.

Ainda com relação ao Cabo Deyvison, embora ele apareça muito bem nas pesquisas e seja apontado como um candidato competitivo, recebeu do Fundo Eleitoral R$ 210 mil a menos que Pedro Filho, considerado um nome menos competitivo na disputa. O Coronel Brilhante também recebeu mais recursos do partido do que Deyvison.

A avaliação feita por analistas é de que, nos casos de Deyvison e Juninho, justamente por serem nomes competitivos, alguma “força invisível” estaria atuando nos bastidores para dificultar suas campanhas e, assim, favorecer outros candidatos da nominata.

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