Tenho escutado muitos comentários de que a campanha de Álvaro Dias (PL) ao Governo do RN estaria em pleno processo de desidratação. A justificativa é o derretimento nas pesquisas e o enfrentamento direto com Cadu de Lula, que vem em uma linha de crescimento nas intenções de voto.
Minha análise sobre isso é que, de fato, a campanha de Álvaro não está em um bom momento. Não há como esconder o que as pesquisas mostram a toda hora: uma estagnação com tendência de queda.
Há vários fatores que explicam isso. Posso enumerar três de imediato.
Primeiro: a falta de carisma de Álvaro, que não tem conseguido empolgar a militância.
Segundo: a dificuldade da campanha em cumprir compromissos assumidos com aliados. Há muitas informações de aliados que se queixam de não receber retorno nas tentativas de contato. A postura resulta em apoiadores desmobilizados.
Terceiro: a queda na expectativa de um resultado positivo. Com os números mais recentes das pesquisas e a aproximação de Cadu, houve uma redução na expectativa de vitória, e isso acaba gerando certo desânimo.
É péssimo para Álvaro Dias aceitar a entrega dos pontos antes que a partida acabe. A tarefa agora é evitar que essa sensação negativa prospere. É cedo demais para permitir essa quebra de expectativa ou mesmo aceitar a desidratação da campanha.
Álvaro está no páreo, com chances de ir para o segundo turno. Todos acreditam que a disputa caminha para um segundo turno, quando o jogo começa novamente e o resultado é incerto.
Não há, portanto, nada perdido. Mas o que mais preocupa é a falta de cumprimento dos compromissos assumidos.
No momento em que os apoiadores associarem a ideia de que Álvaro é um candidato pesado aos compromissos não cumpridos, aí a campanha desce a ladeira. Cabe a Álvaro reverter isso.





