Da enxurrada de pesquisas previstas para os próximos dias, duas delas certamente geram uma expectativa maior que as demais. Trata-se da pesquisa Quaest, prevista para sexta-feira (25), e da Atlas/Intel, agendada para terça-feira (29).
Não se trata de menosprezar as pesquisas dos institutos locais, mas Quaest e Atlas estão entre os institutos nacionais de maior projeção, ao lado do Datafolha.
Já tivemos, nestas eleições no Rio Grande do Norte, duas pesquisas Atlas e uma pesquisa Quaest divulgadas.
Vamos relembrar os números para o Governo e o Senado:
| Candidato | Atlas 22/07 | Atlas 29/05 | Quaest 24/08 |
|---|---|---|---|
| Allyson | 25,1% | 27,6% | 25% |
| Álvaro | 27,7% | 27,3% | 19% |
| Cadu | 36,3% | 37,7% | 21% |
| Styvenson | 21,4% | 19,7% | 16% |
| Zenaide | 11,2% | 13,1% | 10% |
| Rafael | 14,4% | 13,7% | 8% |
| Samanda | 18,2% | 20,2% | 8% |
| Hélio | 15,3% | 13,3% | 5% |
Não é preciso nem lembrar o impacto causado pela primeira pesquisa Atlas divulgada. O levantamento contrariou o cenário apresentado até então pela maioria das pesquisas e colocou Cadu de Lula na frente nas duas sondagens realizadas pelo instituto. Samanda também apareceu à frente em uma delas na disputa pelo Senado.
A Quaest também surpreendeu bastante porque foi a primeira pesquisa, após o início da campanha eleitoral, a apresentar Cadu à frente de Álvaro. Levantamentos divulgados posteriormente por outros institutos também passaram a registrar crescimento de Cadu.
Por isso, um dos pontos de maior interesse nas novas rodadas de Quaest e Atlas será observar se os dois institutos manterão o cenário que vinham apresentando ou se seus números se aproximarão dos levantamentos mais recentes realizados por outros institutos.
A questão-chave nessas duas pesquisas é justamente entender se Quaest e Atlas continuarão destoando dos institutos locais ou se haverá uma convergência maior entre os levantamentos. Até agora, as diferenças entre eles foram consideráveis.
O mais justo é aguardar os novos números e, a partir deles, fazer as leituras possíveis. Até porque estamos muito próximos do dia da eleição e, em breve, as urnas permitirão comparar os levantamentos com o resultado efetivamente registrado.





