Terminada a eleição no primeiro turno, os olhos já se voltam para o segundo turno. Allyson Bezerra e Cadu de Lula terão três semanas pela frente para buscar os votos que não tiveram no primeiro turno.
A grande surpresa das urnas foi o desempenho de Cadu de Lula, que empatou numericamente com Allyson: 36% a 36%.
O blog previu com acerto que o embate iria para o segundo turno com Allyson e Cadu.
Agora é analisar o que vem pela frente.
Dois institutos de pesquisa chegaram mais perto do resultado das urnas. O primeiro foi a Quaest, que apontou Allyson com 37% e Cadu com 32%. Depois veio a Atlas, que previa vitória de Cadu sobre Allyson. A grande maioria dos institutos locais errou nas previsões.
Para o segundo turno, na pesquisa Quaest da semana passada, Allyson teria 56% dos votos válidos e Cadu, 44%. Na Atlas, também realizada na semana passada, Allyson teria 54% dos votos válidos e Cadu, 46%.
É evidente que, com a virada de turno, após as emoções da contagem dos votos, as derrotas e vitórias, o resultado da eleição nacional, enfim, há uma série de fatores que entram em jogo agora nas escolhas dos eleitores.
É preciso aguardar os números que virão nos próximos dias para entender qual é a fotografia que temos do segundo turno.
A princípio, entendo que a maior parte dos votos de Álvaro Dias deve migrar para Allyson Bezerra ou para o nenhum. Poucos devem ir para Cadu.
Por sua vez, Cadu tem que mirar no eleitor de Lula, que representou 59,7% do total de votos. Esse é o alvo. Considerando que Cadu obteve 36% dos votos válidos, ele precisa buscar cerca de mais 14 pontos percentuais entre os eleitores lulistas no RN para chegar à maioria.
Allyson, por sua vez, tem que repensar sua estratégia em Natal e Mossoró. Na capital, obteve apenas 25% dos votos. Em Mossoró, ficou mais de 30 mil votos abaixo da votação que recebeu na eleição para prefeito, há dois anos.





