A governadora Fátima Bezerra tem muitos motivos para comemorar.
Quando muitas previsões apontavam que, a esta altura, o governo estaria dizimado pela quebradeira anunciada, com salários em atraso e desaprovação nas alturas, eis que ela ressurge forte no cenário eleitoral.
Fátima elegeu Samanda para o Senado, colocou Cadu no segundo turno, em um empate numérico com Allyson, elegeu três deputados federais e sete estaduais e ainda assistiu Zenaide Maia e Walter Alves, ex-aliados que romperam com ela este ano, se darem mal nas urnas.
Não parece ser o final catastrófico que muitos previam para a reta final do ano. Pelo contrário, a governadora está comemorando os números eleitorais.
Não se trata de dizer que está tudo bem com as finanças do Estado, que não há desaprovação ou que o povo passou uma borracha em tudo. Trata-se de reconhecer que, do ponto de vista eleitoral, a governadora deu a volta por cima. Os resultados das urnas falam mais alto.
Isso também não quer dizer que Fátima vá eleger seu sucessor no governo. Há ainda muito trabalho no campo eleitoral pela frente. Mas é preciso reconhecer que chegar ao segundo turno já foi um feito considerável. E chegar competitivo também.





