Há várias explicações possíveis para o desempenho de Allyson Bezerra no primeiro turno ter ficado aquém do esperado. É evidente que Allyson esperava fechar a fatura ainda no primeiro turno ou chegar ao segundo com uma vantagem considerável sobre seu concorrente.
Parece-me que dois fatores ajudam a explicar o resultado do ex-prefeito de Mossoró no primeiro turno.
O primeiro deles é o desempenho de Allyson em Natal. Ele dedicou grande parte de sua agenda à capital, visitou bairros, realizou várias ações e buscou prioritariamente o eleitor natalense.
E teve um resultado ruim. Em Natal, Álvaro Dias ficou com 39,69% dos votos, Cadu obteve 35,43% e Allyson foi o terceiro, com 24,49%. Ou seja, de cada quatro eleitores que foram às urnas em Natal, apenas um votou em Allyson.
O segundo fator foi o desempenho em Mossoró. Em 2024, Allyson se reelegeu prefeito com 113 mil votos em Mossoró, alcançando 78% dos votos.
O que se calculava era que ele ficaria próximo de repetir o feito. O resultado, porém, foi que Allyson teve 82.286 votos, o equivalente a 56,15% dos votos na cidade. Foram cerca de 31 mil votos a menos do que há dois anos.
Ao ver suas expectativas frustradas nos dois maiores colégios eleitorais do RN, Allyson tem lições a tirar para o segundo turno.
A questão-chave é como atrair os eleitores de Álvaro Dias em Natal e Mossoró, que, somados são 185 mil votos nas duas cidades, sem se atrelar ao bolsonarismo e correr o risco de se prejudicar entre os eleitores de Lula.
Esse é o dilema.





