Já comentei aqui no blog sobre como Cadu Xavier poderá formar uma base majoritária de apoio na Assembleia Legislativa e quais deputados poderão integrar essa base. Hoje, quero analisar especificamente a eleição para a nova Mesa Diretora da AL, que acontecerá em fevereiro do próximo ano.
Numa análise inicial, existem quatro possibilidades:
1. PT/PV no comando: A bancada do PT/PV pode reivindicar a presidência da Assembleia, com o argumento de ter elegido o governador. Para isso, precisaria se articular com o PSDB e parte do União Brasil/PP para construir uma maioria e eleger o presidente do Legislativo.
2. PSDB na presidência: O grupo do PSDB pode assumir o comando da Casa numa articulação com a bancada do PT/PV, somada ao trabalho de Ezequiel Ferreira para atrair mais três ou quatro deputados de outras legendas.
3. União Brasil/PP no comando: A bancada do União Brasil/PP pode conquistar a presidência numa articulação com o PT/PV, somando 13 votos.
4. União Brasil/PP e PL na oposição: As bancadas do União Brasil/PP e do PL podem se unir, formando um bloco de oposição com 13 votos, suficiente para conquistar a presidência da Assembleia.
Na articulação do PT, o nome para presidir a Assembleia seria Francisco do PT. No PSDB, a indicação seria Cristiane Dantas. Já no União Brasil/PP, o nome seria Kléber Rodrigues.
Ezequiel Ferreira não poderá ser reconduzido ao cargo em razão das regras que impedem uma nova reeleição consecutiva para a presidência da Casa.
Vamos analisar as possibilidades.
Sobre a hipótese de o PT reivindicar a presidência e indicar Francisco do PT como candidato, considero improvável. Cadu precisa ampliar sua base de apoio, já que conta inicialmente com apenas sete deputados. E uma das principais ferramentas para atrair novos aliados seria justamente um amplo acordo em torno da presidência da Assembleia. Reivindicar o comando para o próprio PT poderia fechar portas importantes nessa negociação.
Também considero improvável a possibilidade de União Brasil, PP e PL se unirem para conquistar o comando da Casa e formar uma oposição majoritária ao governo Cadu.
Isso porque nem todos os deputados se beneficiariam dessa união. Alguns teriam que abrir mão de integrar a base governista, com as vantagens políticas e administrativas que essa posição pode oferecer, para assumir um papel de oposição sem necessariamente receber algo em troca.
Restam, portanto, as duas alternativas que considero mais viáveis: uma aliança do PT/PV com o grupo de deputados que participou do palanque de Allyson Bezerra ou uma composição com o grupo de Ezequiel Ferreira, ligado ao PSDB.
Entre Cristiane Dantas e Kléber Rodrigues, os dois nomes que surgem nessas possibilidades, entendo que Cristiane reúne melhores condições políticas neste momento.
Isso porque ela e todo o grupo tucano apoiaram Cadu no segundo turno, o que lhes confere uma posição de maior proximidade política com o governador eleito e, consequentemente, uma vantagem nas negociações pela presidência da Assembleia.
Concluindo: Cristiane Dantas é hoje o nome que parte na frente na disputa para a presidência da Assembleia.





