A deputada federal Carla Dickson foi rápida em sacramentar sua filiação ao Partido Liberal. Ela foi a primeira, no Rio Grande do Norte, entre todos os parlamentares, a aproveitar o início da janela partidária para trocar de partido. Carla deixou o União Brasil e se filiou ao PL. Sua ficha de filiação foi abonada pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto.
O PL acabou não sendo o melhor dos mundos para Carla, mas tornou-se a alternativa possível. Quando bateu o martelo com Rogério Marinho sobre sua filiação, no final do ano passado, Carla acreditava que a nominata federal do PL estava repleta de oportunidades para o tamanho de sua candidatura.
O cálculo, até então, era de que a nominata faria dois deputados federais com tranquilidade. Ela entendia que o general Girão e ela própria seriam os nomes mais fortes, portanto suas chances de sucesso dentro do PL eram consideráveis.
Outro detalhe: Carla planejou sair do União Brasil porque a presença de Nina Souza na nominata da federação era praticamente uma pá de terra sobre suas chances de renovar o mandato.
Em janeiro, quando já havia anunciado sua saída do União Brasil e a filiação ao PL, Carla soube que Nina também pretendia fazer o mesmo movimento. Ou seja, a dificuldade que teria para se reeleger na nominata do União agora poderia se repetir, com características semelhantes, dentro do próprio PL. Mas, a essa altura, já era um caminho sem volta.
Observadores da cena política enxergam Girão e Nina como os nomes mais fortes dentro da nominata. Há a previsão de que dois candidatos sejam eleitos, com possibilidade de disputa por uma terceira vaga. Portanto, o cenário que Carla visualizou no PL algum tempo atrás é bem diferente da realidade que encontra agora, após selar seu ingresso na sigla.





