Bastidores revelam motivos da saída de Kelps Lima da federação União Progressista

Existe toda uma história por trás da decisão do ex-deputado Kelps Lima de desistir de integrar a nominata da federação União Progressista. Na última segunda-feira, Kelps telefonou ao ex-senador José Agripino para comunicar que estava fora do grupo.

A principal queixa de Kelps é que, quando houve o entendimento entre ele e os deputados da federação, foi solicitado que João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio repassassem a ele o apoio de alguns prefeitos.

Kelps, na ocasião, foi bem claro sobre sua pretensão: queria obter cerca de 15 mil votos com esse reforço político e sugeriu que cada um dos três deputados transferisse para ele o apoio de prefeitos suficientes para atingir essa marca. O acordo foi feito.

Além disso, Kelps também pediu que o mesmo valor do fundo partidário destinado aos três deputados fosse repassado a ele. Da mesma forma, solicitou que tivesse o mesmo tempo de televisão que eles teriam. Segundo ele, todos concordaram com essas condições.

Quase dois meses após o acordo, o ex-deputado afirma que não viu a concretização do que havia sido ajustado. Nenhum apoio de prefeito foi anunciado até o momento. Diante do que considerou um descumprimento do entendimento, Kelps passou a temer que o restante do acordo também não fosse cumprido e decidiu deixar o grupo.

Imediatamente, ele foi a Brasília e se reuniu com a cúpula do Partido Republicanos, de onde recebeu sinal verde para montar uma nominata própria de candidatos a deputado federal no Rio Grande do Norte.

Com essa autorização, Kelps retornou ao Estado e passou a trabalhar na construção daquela que seria a quarta nominata competitiva na disputa. Ele voltou a procurar nomes que já haviam sido sondados em uma tentativa anterior de formação de uma nominata independente.

A expectativa do ex-deputado é que até o dia 4 de abril consiga apresentar uma chapa própria com potencial para eleger ao menos um deputado federal.

Compartilhe agora:

MAIS POSTS