CORRIDA SENADO: Zenaide será candidata única? Hélio será o segundo nome do PL? Thabata para dobradinha com Fátima?

Quem será o segundo nome do PT na chapa ao Senado? O PL confirmará o Coronel Hélio para fazer dobradinha com Styvenson? E o palanque de Allyson Bezerra terá apenas Zenaide Maia, abrindo mão de indicar um segundo nome?

Essas são as perguntas que dominam, neste momento, as articulações em torno da disputa pelas duas vagas ao Senado. Nos três principais palanques, a questão segue em aberto, diante das múltiplas opções e estratégias possíveis.

No campo da direita, o fato de Styvenson Valentim liderar com folga as pesquisas gera duas correntes sobre o segundo nome da chapa. Um grupo defende o Coronel Hélio, argumentando que ele agregaria à composição a identidade do bolsonarismo — algo relevante para um eleitorado específico, sobretudo porque Styvenson faz questão de afirmar que não é bolsonarista.

Outro grupo avalia que, se houvesse um nome de maior envergadura, alguém com peso eleitoral próprio, esse segundo candidato poderia surfar na mesma onda de Styvenson, casar votos e disputar com reais chances de vitória. Para essa ala, Hélio apenas comporia o elenco, sem potencial competitivo decisivo.

No agrupamento do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, também há divergências. O prefeito defende que Zenaide seja o único nome ao Senado, sem indicação de um segundo candidato. Seu argumento é que só valeria a pena ter outro nome se fosse alguém com reais condições de disputa. Do contrário, dividiria energia e estrutura que, na visão dele, deveriam estar totalmente concentradas em Zenaide.

Já outro grupo, no qual se insere o esposo de Zenaide, Jaime Calado, entende que é estratégico ter um segundo nome, inclusive para evitar que o segundo voto da chapa migre espontaneamente para adversários diretos de Zenaide, como Fátima e Styvenson.

No campo governista, há consenso quanto à necessidade de um segundo nome para fazer dobradinha com Fátima, mas não há unanimidade sobre quem seria o mais adequado. Neste momento, o nome mais forte parece ser o do ex-senador Jean Paul. Seus defensores argumentam que ele tem envergadura política suficiente para compor uma chapa competitiva e temida pelos adversários.

Dentro do PT, porém, existe um grupo que vê com simpatia o nome de Thabatta Pimenta, que já sinalizou disposição para ter seu nome considerado — inclusive em uma eventual substituição de Fátima na cabeça de chapa, caso a governadora não renuncie ao mandato. Ainda não se sabe se Thabatta aceitaria a posição de segunda candidata, pois uma coisa é liderar a chapa; outra, bem diferente, é assumir papel coadjuvante.

Quanto a Jean Paul, ele não deverá criar obstáculos caso surja outro nome para a dobradinha. Embora o PDT o tenha apresentado como pré-candidato ao Senado, o verdadeiro projeto do ex-senador seria ocupar a primeira suplência na chapa de Fátima. Esse, ao que tudo indica, é o plano.

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