Pegou muito mal em alguns círculos políticos de Natal a afirmação do ex-senador José Agripino, que declarou que seguirá a orientação do União Brasil nacional e não dará carta de liberação a nenhum vereador com mandato filiado ao partido para integrar nominata em outra sigla.
A primeira leitura da declaração foi de que Agripino estaria fechando a porta para a migração de Nina Souza para o PL. Ao perceber os efeitos negativos de sua fala, o ex-senador tentou ajustar o discurso e fez chegar a Paulinho Freire o entendimento de que Nina não seria vista como vereadora, mas sim como primeira-dama e secretária municipal. Ou seja, no caso dela, o tratamento seria diferenciado.
Dentro do União Brasil, em todas as reuniões que tratam da formação da nominata federal, o nome de Nina Souza não é incluído. Já é dado como certo que ela deixará o partido e se filiará ao PL, conforme acordo já celebrado com Rogério Marinho.
A própria Nina fez pouco caso ao tomar conhecimento da fala de Agripino negando a liberação dos vereadores do União Brasil. Ela chegou a comentar que isso não altera em nada o seu projeto, pois estaria disposta a renunciar ao mandato de vereadora, o que derrubaria o impedimento imposto pelo comando do partido.
Embora haja muita gente tentando apagar o incêndio, o fato é que a decisão de Agripino causou incômodo generalizado. Uns reclamam da postura considerada autoritária do presidente da sigla, enquanto outros questionam o privilégio que seria concedido a uns, mas não a outros.





