Flávio Rocha muda domicílio e assina ficha no Partido Novo: sinais evidentes de que deseja disputar Senado

O empresário Flávio Rocha fez dois movimentos importantes na reta final do prazo de filiações partidárias para quem pretende disputar as eleições de outubro. O primeiro foi transferir seu domicílio eleitoral para o Rio Grande do Norte; o segundo, filiar-se ao Partido Novo.

Há diversas leituras sendo feitas sobre essas decisões — algumas, inclusive, precipitadas. Antes de avançar, é preciso recapitular os últimos meses para compreender melhor o contexto que envolve Flávio Rocha.

Em março, seu nome passou a ser citado na mídia política do RN como possível candidato ao Senado. A ideia agradou. Flávio procurou Rogério Marinho para viabilizar sua entrada no PL, mas encontrou resistência: a porta foi fechada pelo senador.

Mesmo diante de convites de outras siglas, como o União Brasil, por meio de José Agripino, Flávio recusou. Alegou que sua identidade política está alinhada à direita. Apesar da pressão pública para que o PL o acolhesse, Rogério não recuou.

Nesse intervalo, nenhuma pesquisa foi divulgada comprovando sua viabilidade eleitoral, embora haja indícios de que levantamentos internos tenham sido realizados.

O fato é que Flávio parece ter se empolgado com a possibilidade. A filiação partidária e a mudança de domicílio eleitoral são sinais claros de que o projeto segue vivo.

Minha leitura é que ele ainda está avaliando cenários. Esses movimentos funcionam como um posicionamento estratégico para que seu nome passe a ser considerado por institutos de pesquisa, formadores de opinião e pelo próprio eleitorado.

Flávio tem até o período das convenções — entre 20 de julho e 5 de agosto — para tomar uma decisão definitiva. Até lá, deverá testar suas possibilidades, construir alianças e medir a força do projeto.

A partir de agora, os institutos não podem mais ignorar seu nome. Sua entrada no jogo político indica um cenário em formação, no qual todos ainda são pré-candidatos.

Uma leitura inicial é que Flávio aposta na abertura da segunda vaga ao Senado e pretende sustentar um discurso de fortalecimento da direita e do campo liberal como caminho para eleger dois nomes.

Até junho, a tendência é que percorra os municípios, dialogue com lideranças, busque apoio no empresariado e avalie a consistência do projeto. Se enxergar viabilidade, seguirá adiante; caso contrário, poderá recuar.

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