Diante das últimas decisões políticas no RN, especialmente após as decisões internas da Federação Progressista e do PL de não indicarem candidatos próprios para o mandato-tampão, o governismo decidiu fechar questão em torno do nome de Cadu Xavier como candidato do PT na eleição indireta.
O partido passou a discordar frontalmente da proposta apresentada por setores da oposição para que fosse indicado um nome técnico, sem envolvimento com a eleição de outubro e considerado palatável, com o objetivo de conquistar votos oposicionistas na disputa prevista para o próximo mês.
Segundo uma fonte petista, a avaliação interna é de que a oposição deseja aprofundar o desgaste do governo. “Eles querem que apresentemos um nome que eles aceitem, mas, ao mesmo tempo desejam que o caos se instale e vão trabalhar para que o governo se desgaste ainda mais e seja responsabilizado durante a campanha”, relatou.
Diante da polêmica, o desafio lançado pelo PT à oposição é direto: “Se o RN está quebrado como dizem e se querem que o governo sangre até o fim, então deixem que Cadu assuma. Se for tão ruim quanto afirmam, ele se desgastará e não se elegerá em outubro”.
O governo entende que, se a oposição não pretende indicar nomes e reconhece que o PT deve permanecer até o fim do mandato, é coerente que Cadu Xavier assuma o governo pelos oito meses restantes, já que representa a continuidade da atual gestão.
De acordo com fontes ouvidas, o PT não está mais disposto a abrir mão da candidatura de Cadu e apresentará oficialmente seu nome em abril. A aposta é estratégica: a oposição também faz o cálculo de que, se Fátima não viabilizar Cadu, poderá optar por não renunciar. Nesse cenário, de uma forma ou de outra, o PT permaneceria no governo até o final do mandato.




