O ex-senador José Agripino tem sido o principal alvo das críticas relacionadas ao desarranjo da nominata da federação União Progressista no Estado. Principalmente na mídia da capital, o ex-senador tem sido retratado como alguém desconectado da nova realidade política.
Nas redes sociais não faltam adjetivos para descrever a atuação de Agripino como principal articulador da federação: retrógrado, desconectado, ultrapassado e “dinossauro” são alguns dos termos utilizados, para não mencionar outros ainda mais severos.
No Instagram do blog Neto Queiroz, quando foi publicada a notícia sobre o esvaziamento da nominata, a postagem ultrapassou 70 mil visualizações e recebeu dezenas de comentários com críticas ao ex-senador.
“Política antiga de coronel não existe mais”, “Zé Agripino arcaico e ultrapassado”, “Zé Agripino não apita mais, está só no nome”, “Quando a esperteza é grande ela engole o dono” foram alguns dos comentários registrados.
As críticas a Agripino também aumentaram após a publicação de uma carta do União Brasil vetando a saída de vereadores do partido para disputar eleições por outras siglas. Ele justificou a decisão afirmando que o partido investiu recursos do fundo eleitoral para eleger esses vereadores e que, agora que o partido precisa deles, não seria justo que abandonassem a legenda.
Entre formadores de opinião, o raciocínio predominante é que não haveria necessidade de comprar essa disputa neste momento com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, em razão da situação envolvendo Nina Souza e outros vereadores. Para muitos analistas, a medida foi um erro estratégico, especialmente considerando que haverá um segundo turno na eleição para o governo e que o adversário de hoje pode se tornar o aliado de amanhã.




