Menos nominatas, mais votos. Por que o sarrafo de deputado federal subiu em 2026

Após a postagem que fiz esta semana sobre as projeções para as nominatas de deputado federal, recebi muitos comentários e perguntas a respeito dos cálculos e de como cheguei às conclusões.

Como avisei, são projeções que levam em conta minha visão sobre os nomes do momento em cada nominata. Alguns leitores questionaram minhas estimativas, duvidando da votação de determinados candidatos e avaliando que elevei o sarrafo além do razoável.

Vou explicar por que acredito que os candidatos tendem a ter votação superior à de 2022. Isso ocorre porque é visível o processo de concentração de votos.

Em 2022, foram registradas nada menos que 20 nominatas de deputado federal. Em 2026, a redução será drástica. Com reais chances de eleger representantes, devem restar apenas três nominatas — enquanto, no último pleito, eram quase uma dezena com competitividade relevante.

Naquela eleição, havia nominatas fortes, com votações expressivas, que mesmo assim não elegeram ninguém.

A nominata do MDB obteve 173 mil votos; a do Solidariedade somou 165 mil; a do PP, 145 mil; e a do PSB superou os 100 mil votos. Nenhuma delas conquistou vaga e são nominatas que não existirão esse ano.

Considerando apenas as nominatas que não elegeram representantes em 2022, elas somaram cerca de 720 mil votos.

E, em 2026, com a provável inexistência da maioria dessas nominatas, para onde irão esses 720 mil votos?

A tendência é que os candidatos das três nominatas que concentrarão os votos apresentem um acréscimo substancial em suas votações, justamente pela redução das opções disponíveis ao eleitor. A lógica aponta para a eleição de deputados com números bem superiores aos do último pleito.

Concluindo: é por isso que calculo que um deputado que obteve 100 mil votos em 2022 precisará pensar em algo entre 130 mil e 150 mil votos em 2026. O sarrafo subiu para todos.

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